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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Conversa-contato: você sabe iniciar conversas?

Conversa-contato: você sabe iniciar conversas? Aílton Amélio “Está quente hoje, não é? Parece que vai chover”. A conversa contato é aquela conversa leve que geralmente ocorre no início dos encontros ou quando falta assunto, mas as pessoas não querem encerrar a conversa. Na conversa contato, a comunicação implícita é mais importante do que aquilo que é dito Muita gente me pergunta o que deve dizer durante os primeiros momentos de uma conversa. Ao apresentar esta pergunta, tais pessoas estão revelando, sem perceber, a crença de que aquilo que é dito é a causa mais importante do sucesso desta fase da conversa. Essa crença não é correta. Nos primeiros momentos das conversas, dentro de certos limites, importa mais as manifestações de satisfação pelo encontro, o fornecimento e a coleta de informações sobre disponibilidade e disposição mútua para conversar e as negociações sobre os assuntos que podem ser tratados. É através da comunicação não verbal que é passada a maioria dessas informações. Usos da conversa contato para oferecer pistas, descobrir, ativar e provocar assuntos motivadores para a conversa propriamente dita Quando as pessoas não sabem de antemão se o outro está disponível e disposto para conversar e sobre o que poderiam conversar, elas começam a conversa através da conversa contato porque este tipo de conversa tem um baixo nível de risco e envolvimento. Durante essa conversa, cada um dos interlocutores pode fornecer pistas sobre suas motivações para conversar sobre temas que estão ativados para si e observar esses mesmos tipos de pistas que são fornecidas pelos outros interlocutores. Este processo de observação e fornecimento de pistas consiste em: - Conversar sobre as circunstâncias presentes e entorno (físico e temporal). - Atentar para pistas que indicam se a outra parte quer conversar - Atentar para as pistas que indicam os temas que a outra pessoa gostaria de conversar. - Prestar atenção na comunicação não verbal a aparência do outro e comentar o que observou (“Você está elegante hoje!” e “Você está alegre hoje!”) No início dos encontros, é usual que as pessoas se sondem para ver se como estão se sentindo, se estão dispostas a conversar, como estão os estados de espírito, se há espaço para revelarem coisas profundas de si, se uma das partes tem algo mais grave e urgente para apresentar, para atualizar assuntos em andamento (fórmula geral de pergunta: “O que aconteceu com aquilo que estava em andamento com você?”). A conversa contato também é uma medida de polidez. Trata-se de um espaço para sondar o terreno mesmo quando existem assuntos agendados ou uma das pessoas vai propor um tema. A conversa contato pode ajudar a evitar a adoção de temas poucos motivadores Não é conveniente embarcar em um tema até sentir que os participantes do diálogo encontraram um tema de interesse mútuo. Aqueles muito ansiosos para encontrar um tema correm o risco de conversarem sobre temas desinteressantes. Por exemplo, uma pessoa procura desesperadamente um tema para desenvolver uma conversa envolvente com o interlocutor. Ela arranja um tema que nenhum dos dois tem motivação para falar. Uma maneira de evitar isso é não mostrar interesse demasiado (não mostrar fortes reações ao tema: alegria, envolvimento, etc.) e nem manifestar muito interesse pelos temas que vão sendo apresentados no começo da conversa. Mostrar reações fortes a esses temas pode eleger um deles, ou um detalhe do que foi dito, como assunto. O outro interlocutor, neste caso, pode adotar o tema só para satisfazer aquele que mostrou entusiasmo por ele. Durante a conversa contato, as pessoas tentam encontrar algum assunto motivador e seguro para ambas as partes. Isso pode fazer que os interlocutores passem por uma série de temas até que achem algum tema que com essas características. É melhor ter paciência, tolerância para a frustração e compreender que em certos momentos uma ou ambas as pessoas podem não estar em condições de conversar (sono, transtornada com algo que não quer/pode revelar, desmotivada)e, se for este o caso, desistir de conversar naquele momento. Embora uma conversa interessante possa ajudar a reverter este quadro, muitas vezes o estado de espírito de uma pessoa em um dado momento está além do alcance da eficácia da conversa para revertê-lo. Conversar forçado cria uma espécie de "ácido láctico da conversa": ela fica aborrecida, desconfortável e aversivo. Quando isso acontece frequentemente, uma pessoa pode passar a evitar a outra. É por isso que muitas fórmulas de cumprimento inicial tentam verificar se há algum assunto importante presente para os interlocutores antes de iniciar as conversas propriamente ditas. Por exemplo, são apresentadas perguntas do tipo: “Como vai?”, “Tudo bem com você?” que são fórmulas de cumprimento, mas revelam o interesse em verificar a presença de temas importantes. Variações das conversas-contato A conversa contato não acontece em todos os encontros. Em várias circunstâncias, as pessoas passam direto do ritual do cumprimento para o tratamento de temas importantes. A conversa contato geralmente ocorre quando as pessoas são ou estão formais, não se conhecem bem, passaram certo tempo sem se ver ou ficaram sem assunto e o silêncio incomoda. A conversa contato pode breve ou demorada (os tímidos, por exemplo, prolongam este tipo de conversa e no meio da conversa propriamente dita voltam a ela quando falta assunto. Pessoas que estão começando a se conhecer também tendem a prolongar este tipo de conversa).

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