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sábado, 28 de abril de 2012

O poder do vil metal

O poder do vil metal A saúde mental e financeira estudada pela Psicologia Econômica. Entenda como e por que aspectos simbólicos podem moldar nossa relação com o dinheiro Por Fernando Savaglia Para Sigmund Freud, os instintos humanos, designados como “pulsões”, seriam a prova inconteste de como a nossa parte bicho, ou instância psíquica mais primitiva, está presente e influencia nosso dia a dia. Já nas últimas décadas, cada vez mais antropólogos, sociólogos, psicólogos comportamentais e pesquisadores da Sociobiologia se voltam para o estudo da ascendência que a porção reptiliana do nosso cérebro, que controla reflexos e instintos, exerce sobre nosso comportamento, em conjunto com o sistema límbico e o córtex cerebral. Entre estes instintos, a territorialidade provavelmente foi a que mais se transformou de acordo com a evolução social. Para muitos pesquisadores, o homem contemporâneo, mais particularmente o ocidental que habita as grandes cidades, traduz suas “conquistas territoriais” nos bens adquiridos dentro das sociedades de consumo. Nesse jogo de conquistas, um instrumento de medição na relação de troca, criado a partir de uma convenção social e com curso legal garantido pela respectiva nação que o emitiu, ganhou papel fundamental na história do desenvolvimento social: o dinheiro. Em busca de se estabelecer e demarcar seu próprio lugar dentro de uma sociedade regida por um sistema econômico para lá de competitivo, o homem moderno criou complexas relações ao lidar com este instrumento ou com a falta dele. Nas ultimas décadas, profissionais ligados à Psicologia, à Psicanálise e até à Neurociência vêm dedicando especial atenção ao tema, buscando desvendar a porção simbólica do dinheiro na nossa vida. Psicologia econômica Entende-se por comportamento econômico aquilo que envolve recursos finitos, incluindo questões ligadas à sustentabilidade, como o consumo de água, reciclagem de lixo, transportes, entre outros. Já o comportamento fi- nanceiro está ligado ao dinheiro. Alguns especialistas apontam o filósofo e economista Adam Smith como o primeiro a refletir sobre o poder que o aspecto financeiro possuía sobre os humores dos homens em sua obra Teoria do sentimento moral, de 1756. A área da Psicologia que estuda o comportamento econômico vem, a cada dia que passa, chamando mais atenção de inúmeros profissionais PSI, no Brasil Freud dizia ser possível associar o dinheiro com o pênis, dando a ele o significado da representação do poder dentro do contexto psicossexual A compulsão por ganhar dinheiro em nada difere das outras. As chamadas patologias financeiras são semelhantes ao vício por drogas, incluindo-se aí as compras compulsivas Ao focarmos mais especificamente o viés psicológico, podemos atribuir a Freud as primeiras referências sobre a relação do ser humano com esse objeto capaz de agregar a algum bem de consumo um valor específico. Para o médico austríaco, existia no inconsciente de cada indivíduo uma equivalência simbólica entre o dinheiro e elementos como o pênis e as fezes. Freud insinuava que tais componentes tinham um papel de equivalência dentro do contexto psicossexual, principalmente na fase anal da criança. Para ele, era possível associar dinheiro com o pênis, representando aí o poder, e com os dejetos representando o controle, mais especificamente quando a criança, por volta dos 2 anos de idade, começa a conquistar ao decidir quando usar o banheiro. No entanto, os estudos sobre os efeitos das questões financeiras na psique começaram a se aprofundar de maneira mais sistemática com o aparecimento da chamada Psicologia Econômica nos anos 1970. O surgimento da disciplina, mais especificamente na Universidade de Exeter na Inglaterra, propiciou um aprofundamento da questão. Na década seguinte, a International Association for Research in Economic Psychology (IAREP) se consolidou como a mais importante instituição a promover pesquisas e estudos sobre como o ser humano se comporta psicologicamente diante das questões financeiras. Outro pioneiro da área foi o psicólogo Daniel Kahneman, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2002, o israelense recebeu o laurel devido à sua contribuição na pesquisa dos mecanismos mentais de aceitação e rejeição de risco. Referência • Lançado em 2008, o livro Psicologia Econômica – Estudo do comportamento econômico e da tomada de decisão, da psicanalista Vera Rita de Melo Ferreira, é considerado a principal obra de referência para os profissionais que se voltaram para o estudo da psicoeconomia no nosso país. Na obra, a autora aborda as atitudes do ser humano em sua complexa relação com o dinheiro. Ações como comprar, poupar, investir e endividar-se são analisadas por um olhar psicológico e revelam resultados surpreendentes no que se refere aos aspectos emocionais e até cognitivos com que lidamos com nossas questões financeiras. A psicanalista é ainda autora de outras obras sobre o tema, como Decisões econômicas – você já parou para pensar?, A cabeça do investidor e o recém-lançado O componente emocional – Funcionamento mental e ilusão à luz das transformações econômicas no Brasil desde 1985. A necessidade de incutir desde cedo nas crianças e jovens a competitividade em busca de uma “boa” colocação social que gere “bons” rendimentos segue como padrão das sociedades ocidentais Herança e tabu A área da Psicologia que estuda o comportamento econômico vem, a cada dia, chamando mais atenção de inúmeros profissionais de PSI, inclusive no Brasil. Apontada como a maior especialista da área no nosso país, a psicanalista Vera Rita de Melo Ferreira dá sua opinião sobre a complexidade do tema: “É justamente o valor de ‘algo’ estar baseado numa convenção social que propicia o aparecimento dos conflitos. Existe um acordo em que se acredita que uma cédula de papel equivale a um determinado valor, e isso, quando questionado, acaba por gerar as crises financeiras”. Para a profissional – autora das mais importantes obras lançadas originalmente em português sobre o tema, entre elas Psicologia Econômica – estudo do comportamento econômico e da tomada de decisão – o significado simbólico da moeda vai variar de indivíduo para indivíduo. “Existe uma série de fatores, desde personalidade até aspectos familiares, históricos e culturais que vai contribuir para moldar a relação de cada um com o dinheiro”. A principal questão que a Psicologia Econômica busca responder é como os indivíduos tomam decisões. “São duas áreas que acabam conversando, isto é, a Economia achando que o dinheiro, por ser algo tangível, deve ser tratado de um jeito, e a Psicologia mostrando que não é assim”, explica a psicóloga Valéria Meirelles, especialista em terapia de casal e familiar e que há alguns anos também vem se aprofundando na Psicologia Econômica. A terapeuta ressalta que, ao olharmos o processo apenas pelo viés da análise financeira, podemos concluir erroneamente que a racionalidade direciona a tomada das decisões corretas. Porém, o que a prática mostra é que, em se tratando de dinheiro, nem sempre é assim. “Já vi profissionais experientes que trabalhavam há anos na bolsa de valores cometerem erros de avaliação e perderem dinheiro, influenciados por questões psicológicas, entre elas a compulsão”, revela o analista fi- nanceiro Frederico da Mata, que dispara um dos chavões, segundo ele, mais utilizados no setor: “O valor das ações sobe de escada e desce de elevador”. Para a psicanalista Josefina Prunor, a compulsão por ganhar dinheiro em nada difere da por outros objetos, isto é, um tipo de comportamento que o sujeito é levado a realizar por uma coerção interna. “As chamadas patologias financeiras são semelhantes ao vício por drogas, incluindo-se aí as compras compulsivas.” A psicanalista revela, ainda, um dado curioso do processo: “Alguns estudos comprovam que lidamos de maneira prazerosa com o risco, o que justifica o ímpeto com que pessoas se lançam em apostas, jogos, etc. Porém, se um indivíduo apostar R$ 100 e perder, a sensação de fracasso vai ter desdobramentos psíquicos superiores ao caso de ganho, ainda que no mesmo valor”. A International Association for Research in Economic Psychology promoveu pesquisas e estudos sobre como o ser humano se comporta psicologicamente diante das questões financeiras • Filmes • A intrincada relação homem/dinheiro não passou despercebida pelo cinema. Alguns personagens, como o inescrupuloso Gordon Gekko de Wall Street (1987) e Wall Street – O dinheiro nunca dorme (2010), interpretado por Michael Douglas, ganharam status de mito graças a seus axiomas relativos ao mercado financeiro e à obsessão pelo poder que a riqueza proporciona. A seguir algumas das pérolas retiradas das duas obras dirigidas por Oliver Stone: “O que vale a pena ser feito, vale a pena ser feito por dinheiro”. “É tudo sobre dinheiro, o resto é conversa”. “É o jogo. Alguém ganha, alguém perde. Dinheiro não é perdido ou feito, ele simplesmente é transferido de uma pessoa para outra”. “A ganância, na falta de uma palavra melhor, é boa. A ganância é certa. A ganância funciona. A ganância esclarece, leva adiante e captura o espírito revolucionário. A ganância, em todas as suas formas, ganância por vida, por amor, por dinheiro, por conhecimento, marcou a ascensão da humanidade”. “A mercadoria de maior valor é a informação”. “Almoço é para fracos”. Inúmeros filmes ainda abordam o tema de maneira provocativa, explorando os efeitos psicológicos da ganância e da busca desenfreada pela riqueza. Dentre eles destacam-se: A fogueira das vaidades (1990). Cassino (1995). Trocando as bolas (1983). Sucesso a qualquer preço (1992). O tesouro de Sierra Madre (1948). A importância que os aspectos psicológicos exercem sobre os acontecimentos dos mercados mundiais pode ser medida também pela utilização de estudos comportamentais como o famoso índice Dow Jones, criado por Charles Henry Dow no século XIX, e também pelo sistema Candlestick, concebido há mais de 200 anos no Japão por um negociante chamado Munehisa Homma, que depois de adaptado é ainda bastante utilizado nos pregões atuais. A transgeracionalidade é apontada, também, por muitos especialistas, como o principal gerador de modelos que podem determinar como a pessoa lida com o dinheiro pelo resto da vida. “Se durante toda a infância um pai não permitia que o filho gastasse com o que ele acreditava ser supérfluo, é bastante comum que quando adulto este filho assuma um padrão de contenção de despesas que às vezes pode raiar a avareza”, explica a psicóloga Valéria Meirelles. Ainda relativo aos genitores e à forma como lidavam com as finanças, é comum também se perceber uma atitude oposta por parte dos filhos. “A família é sempre uma referência forte, seja para imitação ou para adoção de um comportamento oposto ao dos pais. É comum nos depararmos com casos em que uma pessoa não se permite nem fazer crediários, traumatizada pelas lembranças de um pai atolado em dívidas durante sua infância”, complementa a psicanalista Vera Rita de Melo Ferreira. Muitos psicólogos e psicanalistas que se debruçaram sobre o tema apontam ainda um tabu, relacionado a um aspecto cultural, como o maior gerador da culpa que pode influenciar negativamente a obtenção de bons salários ou dividendos. “Muitas vezes, a cultura judaico-cristã reforça uma ideia de que quem tem dinheiro não vai para o paraíso”, explica a psicóloga Valéria Meirelles, relembrando o provérbio “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus”. Para a psicoterapeuta, subliminarmente se passa uma ideia de que não é bom ser rico. “É fácil comprovar isto ao percebermos que, ainda que existam frases positivas sobre riqueza, existem muito mais assertivas dizendo que dinheiro não traz felicidade ou que é sujo”, complementa. Estudos comprovam que o ser humano lida de maneira prazerosa com o risco. Porém alertam que a sensação de fracasso no caso da perda de dinheiro tem desdobramentos psíquicos superiores ao caso de ganho Relações afetivas e financeiras As relações conjugais são totalmente afetadas pela maneira com que os cônjuges lidam com o dinheiro. “Ainda que cada vez mais as mulheres se insiram no mercado de trabalho, dependendo da geração ainda sofremos com a ideia traiçoeira de que podemos trabalhar, mas o sustento virá do marido”, explica a psicóloga Valéria Meirelles. Ela ainda revela um dado curioso: “Já entrevistei casais de carreiras respectivamente bem-sucedidas. No entanto, muitas mulheres, algumas ocupando cargos de executivas, diziam que não sabiam ler o extrato bancário e delegavam isso ao marido. Mais que isso, muitas até pediam que os companheiros administrassem suas economias”. A psicóloga aponta outro tabu ainda vigente na sociedade brasileira: “Nos casamentos, percebo que os casais acham que falar de dinheiro estraga a relação. Sempre alguém acha que vai acabar pagando mais ou menos”. Outra constatação da psicoterapeuta diz respeito a outro preconceito: “A ação de investir é muito recente na história da mulher. Para se ter uma ideia, apenas em 2002 a Bovespa abriu cursos para mulheres. Existe uma crença de que mulher não lida bem com números”. As diferenças entre os sexos no trato com o dinheiro foram objeto de estudo de inúmeras pesquisas comportamentais, como a promovida pelo psicólogo David Buss, da Universidade de Harvard, que gerou polêmica ao ser publicada. Os estudos mostravam que, no geral, as mulheres dão mais valor a parceiros com capacidade de prover recursos e com ambição do que aos desprendidos. Isso estaria ligado ao processo evolutivo; a fêmea cuidava da prole enquanto o macho era responsável por prover o alimento da família. Outra pesquisa curiosa, e que gerou controvérsia, foi divulgada recentemente na revista Evolution and Human Behaviour. O estudo, promovido pelo psicólogo Thomas Pollet, dá conta de que a capacidade de gerar orgasmos na parceira aumenta de acordo com a posição social do homem. Segundo Pollet, instintivamente, as mulheres buscariam selecionar e se entregar mais aos homens que potencialmente ofereceriam a elas sustentação econômica a uma possível estrutura familiar. Já em 2009, a Nielsen, uma das maiores empresas de pesquisas do mundo, divulgou dados colhidos durante o auge da crise financeira que assolou o planeta um ano antes. Foram entrevistadas cerca de 30 mil pessoas em 51 países. Enquanto que para os homens os principais aspectos que podem garantir a felicidade são a boa situação financeira e a saúde mental, as mulheres apontaram uma relação afetiva estável como fator preponderante. “Isto explica o porquê de as mulheres gastarem mais com as relações afetivas do que os homens”, analisa a psicóloga Valéria Meirelles. Existe uma crença de que mulher não lida bem com números. O mercado financeiro é extremamente masculino. Apenas em 2002 a Bovespa abriu cursos para mulheres Em busca de um real valor “A medida real da sua riqueza é quanto você valeria se você perdesse todo o seu dinheiro.” Para muitos, esta frase atribuída a um pensador desconhecido escancara uma providencial verdade. No entanto, para outros, deixa transparecer uma pueril ingenuidade. Outras máximas, como “dinheiro não é tudo” ou “dinheiro não compra a felicidade”, corroboram para solidificar um comportamento que parece ter virado um padrão vigente numa sociedade que cada vez mais busca o conceito do “politicamente correto”; enquanto se exerce uma busca muitas vezes neurótica para conquistar o dinheiro, na mesma intensidade se procura apresentar uma imagem que transpareça desprendimento e valorização de outros aspectos da vida. Isso revela o quão controvertida pode parecer a posição do homem moderno perante as questões que envolvem as conquistas provenientes de suas posses. A prova parece ser o constrangimento apresentado pela maioria das pessoas em revelar ou perguntar a alguém sobre salários ou rendimentos pessoais. O próprio Freud certa vez disparou: “Lida-se com as questões de dinheiro com a mesma hipocrisia que com as de ordem sexual”. Entre os motivos que variam de fantasias persecutórias ou mesmo a culpa de ostentar, há, segundo a psicanalista Vera Rita de Melo Ferreira, um que revela um aspecto reducionista da nossa sociedade: “Achamos que sabendo quanto ganhamos, os outros vão poder avaliar se somos ou não bem-sucedidos”. Mas mesmo num mundo predominantemente capitalista, no qual o dinheiro garante possibilidades de uma vida mais confortável, a ideia de poder medir o sucesso de alguém por meio de seus bens conquistados parece estar sendo repensada em prol de uma melhor qualidade de vida. “Ainda assim, a necessidade de incutir desde cedo nas crianças e nos jovens a competitividade em busca de uma ‘boa’ colocação social que gere ‘bons’ rendimentos segue como padrão das sociedades ocidentais”, arremata o filósofo Ricardo Moreno, que aponta contradições no modelo, como, por exemplo, as escolas que promovem uma disputa entre alunos com o objetivo de prepará-los para a competitividade da vida corporativa e, ao mesmo tempo, pregam a necessidade de agir coletivamente em questões como sustentabilidade. “Os defensores desta metodologia se esquecem que foi justamente essa disputa tão apreciada pelas empresas na busca pelo lucro que acabou gerando problemas coletivos, como os processos ansiosos dentro do ambiente corporativo e até o aquecimento global, entre outros.” A mesma metodologia que promove disputa entre alunos para prepará-los para a competitividade prega a necessidade do coletivo em questões como sustentabilidade Seguindo este raciocínio, a psicanalista Vera Rita de Melo Ferreira acredita que, para muitas pessoas, o dinheiro vira um fim e não um meio. “A verdade é que muitos o buscam sem nem saber exatamente o que fazer com ele.” A maior contribuição da Psicologia Econômica, portanto, reside justamente na busca da compreensão do significado do que é e para que serve o dinheiro. “É possível entender o processo não só no campo macro, mas também individualmente, no sentido de ajudar uma pessoa a lidar com as finanças, baseado no conceito de saúde mental, buscando antes de tudo qualidade de vida”, arremata a psicóloga Valéria Meirelles. Neuroeconomia e ética Se a década de 1990 ficou marcada pelo florescimento das pesquisas comportamentais das finanças, a bola da vez parece ser a neuroeconomia, estudo que parte do mapeamento cerebral, capaz de indicar quais áreas do cérebro são estimuladas quando da tomada das decisões relativas às finanças. Estes estímulos são percebidos a partir da presença de um fluxo adicional de oxigênio no cérebro. A metodologia, no entanto, é vista com restrições por profissionais de PSI, principalmente pelo uso antiético que a área de marketing das empresas já explora, identificando mensagens mais propícias a influenciar a tomada de decisões dos consumidores. “É fundamental que a informação seja democrática, ou seja, torne os conhecimentos disponíveis para todos. Informar tanto o consumidor como a agência de publicidade, tanto o patrão como o funcionário, tanto o governo como a população e assim por diante”, adverte a psicanalista Vera Rita de Melo Ferreira.

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