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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Um eterno Aprendiz

Um eterno aprendiz Felizmente, não temos a capacidade de aprender algo a ponto de dominá-lo, o que exige uma renovação periódica. por isso, não se contente com o óbvio e vá em busca do que está além da superfície Por Eduardo Shinyashiki Há sempre mais para ser explorado. Esse talvez seja o pensamento que deveríamos ter ao menos uma vez por dia, para estar sempre em pauta a necessidade de olharmos por cima do muro do cotidiano e encontrar possibilidades onde antes acreditávamos existir apenas o trivial. Vamos a um exemplo prático? Imagine que está escrevendo uma carta sobre a sua vida para um amigo que não vê há muito tempo. Logo num primeiro momento, lhe vem à cabeça apenas as coisas que já são conhecidas, ou seja, o que já realizou e faz no presente. Dificilmente a primeira ideia a apresentar nesta carta seria o seu planejamento para o futuro e as descobertas que têm feito ao longo dos dias. Por uma característica de “sedentarismo mental”, buscamos sempre o estado de equilíbrio baseado nos fatos e nas situações que já nos são familiares e confortáveis, ainda que dentro desse cenário existam situações desagradáveis. Refletindo sobre essa questão, é imprescindível que a gente possa se maravilhar com as novidades da vida constantemente. Deixe de lado, ainda que por alguns instantes no dia, todas as certezas e busque as perguntas em vez de respostas. Lembre-se que na história da humanidade tivemos a queda de grandes verdades, entre as quais o pensamento de que a Terra era plana. Bem, se a curiosidade e o empenho em saná-la nos fez evoluir neste caso, por que não utilizá-la a nosso favor também nas demandas de nossa existência? Contudo, quando deixamos de investir energia e tempo na tarefa de redescobrir, correremos o risco de cair no mar do conhecimento ignorante. Essa é a situação vivenciada pelos profissionais que viajam o mundo todo a trabalho, sem se darem a oportunidade de explorar as regiões por onde passam de forma concreta. Após algum tempo, eles até poderão ter muitas histórias interessantes para contar sobre suas idas e vindas, mas poucas terão realmente algo de original, pois é bem provável que não eles não saibam falar sobre a arquitetura do lugar visitado ou de como seu povo se comporta. Quantas vezes na semana você faz um break para pensar como estão se relacionando os fatos ligados às diferentes dimensões da sua vida? Por exemplo, a sua última promoção no trabalho se deu em um momento positivo no âmbito familiar? Além disso, como seu comportamento com amigos e pessoas queridas é modificado quando algo não está bem no escritório? Essas questões podem parecer simples, mas escondem algo importante: a existência do plano macro, ou seja, de uma forma de visualizar o mundo que está diretamente relacionada à sua totalidade e às conexões que se fazem presentes por de trás dos fatos. Mais uma vez, falo para você da necessidade de um bom planejamento. Estabeleça seus objetivos e pontue as metas sem deixar de lado os efeitos que elas terão no plano geral. Para isso, uma boa dica é ouvir a sua intuição. O que muitos chamam de “aquela voz que fala comigo mesmo” pode ser, quando estimulada da forma correta, uma potente ferramenta para as tomadas de decisão. Em outras palavras, devemos confiar em nossa intuição, deixando que ela nos guie e à medida que essa relação se tornar mais contínua, os insights serão mais precisos e constantes. POR UMA CARACTERÍSTICA DE “SEDENTARISMO MENTAL”, BUSCAMOS SEMPRE O ESTADO DE EQUILÍBRIO BASEADO NOS FATOS E NAS SITUAÇÕES QUE JÁ NOS SÃO FAMILIARES E CONFORTÁVEIS Caso o caminho para o sucesso pudesse ser escrito de forma simples, chegaríamos à sua síntese ao dizer que ele chega para os que enxergam o que ninguém viu, mesmo olhando para um mesmo referencial. Inovações tecnológicas, novas formas de comportamento e tendências no mercado surgem desta forma. É fácil comprovar essa situação. Há poucos anos, ninguém precisava de um telefone celular para dar conta de sua existência. No início deste ano, porém, o Brasil já contava com mais de 200 milhões de aparelhos, demonstrando que há uma necessidade bem estabelecida e madura por esse tipo de solução. Para os que estão pensando “ok, ele está falando de algo” fica o convite: qual será o próximo celular da humanidade? Vislumbre essa resposta e poderá ser a mais nova personalidade do mundo. “Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”. Eternizada na voz de tantos talentos da nossa música, a canção de Gonzaguinha é o resumo do que há por trás de pessoas que unem sonho e vontade de fazer a diferença. Por isso, deixo aqui um pedido: crie um ambiente bem aconchegante em sua casa para realizar o café da manhã do aprendizado, deixe essa canção de fundo e escreva tudo o que você deve reaprender, abordando tópicos complexos ou simples, como “aproveitar o amanhecer em um dia de folga”. O importante é que você se reconecte com o espírito da boa desconfiança. O nosso cérebro não é estático nem rígido. As células cerebrais, os neurônios, são constantemente remodeladas e reorganizadas pelos nossos pensamentos e experiências. Na prática, os neurônios se conectam entre si por meio de impulsos elétricos e químicos e se comunicam por meio das sinapses e juntos formam ligações permanentes, porém modificáveis: as redes neurais. Precisamos utilizar ao máximo a nossa vontade consciente, direcionar a nossa atenção para o novo comportamento e ter uma prática mental e física persistente, constante e repetitiva para deixar novos traços armazenados. Eduardo Shinyashiki é consultor organizacional, escritor e especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Especializado em Preparação Psicológica de Equipes de Alto Rendimento com o dr. Octavio Rivas Solis e em Leitura Corporal com o dr. José Angelo Gaiarsa.

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