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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Em 2012, você será borracha ou vidro

Em 2012, você será borracha ou vidro? A resiliência tem sido muito valorizada pelos profissionais de RH. Afinal, o mundo corporativo busca colaboradores capazes de vencer a pressão e superar resultados Por Eduardo Shinyashiki Tenho visto muitas pessoas surpresas, pois as decorações de Natal já começam a tomar corpo e espaço em lojas, shoppings e centros comerciais. Quando elas se deparam com os enfeites, o comentário é padrão: “Nossa, o Natal já está chegando. Como 2011 passou rápido!”. Acho importante tocar nessa questão e aproveitar a cena para refletir. Esse ano foi produtivo e realizador ou mais um conjunto de 12 meses de prorrogação dos objetivos pessoais? Ao consultar seu caderno de metas – aquele em que todo ano você anota as promessas para mudar sua vida – a conclusão é positiva ou mais uma vez deixou a rotina te sufocar e agora você atribui a ela o título de “vilã do seu tempo”, ou “responsável pela sua falta de realização”? Seja qual for o resultado, dezembro é o mês ideal para se fechar para balanço, autoavaliar e concluir se o período foi realizador ou quais serão as mudanças de postura para virar o jogo da vida em 2012. Se você se sente desanimado só de pensar nesse assunto, o sinal vermelho deixa claro que sua vida requer mudanças. Agora, se tem entusiasmo para abrir o caderno e se questionar, o sinal pode variar entre amarelo ou verde. O primeiro significa que as metas traçadas foram realizadas abaixo da média, mas, ainda assim, você demonstra ter perfil para a concretização, só precisa identificar o que está te segurando: a rotina, a falta de foco, ou outros fatores. No entanto, se o resultado de suas realizações foi acima dos 50%, você está de parabéns pelo sinal verde. Ainda que não tenha chegado aos 100%, o seu desempenho foi acima da média. Conclusão: você tende a ser realizador e muito provavelmente tem um perfil resiliente, ou seja, independentemente da rotina, das metas a cumprir no trabalho, dos problemas, da pressão por resultados e tudo o mais ligado ao cotidiano da vida profissional e pessoal, você é capaz de resistir às situações adversas e, sem surtar, pôr em prática ações que fazem a diferença em sua vida. Para quem pouco ouviu falar em resiliência, uma breve explicação é válida. O termo, emprestado da Física, hoje é muito utilizado no ambiente corporativo para denominar pessoas que resistem bem às pressões do dia a dia sem se abalar. Moldam-se e resistem a cada novo desafio. Portanto, quanto mais resiliente a pessoa é, mais capacidade de realização ela tem, pois consegue enfrentar os problemas sem ceder, tem jogo de cintura e flexibilidade. Ela é como a borracha, pode ser esticada de várias formas sem se arrebentar. Já as pessoas que se perdem entre as adversidades e a realização são como o vidro: quando pressionadas por algo correm o risco de se despedaçar facilmente. SEJA QUAL FOR O RESULTADO, DEZEMBRO É O MÊS IDEAL PARA SE FECHAR PARA BALANÇO, AUTOAVALIAR E CONCLUIR SE O PERÍODO FOI REALIZADOR OU QUAIS SERÃO AS MUDANÇAS DE POSTURA PARA O PRÓXIMO ANO Um estudo de 2008, da área de Psicologia da PUC de Campinas, retoma a visão de Viktor Emil Frankl, psiquiatra austríaco e autor da teoria “a respeito do sentido da vida”, base acadêmica utilizada para afirmar que resiliência é uma das consequências de se encontrar o sentido da vida e movimentar-se para realizá-lo, permitindo um “sim” à sua história apesar de tudo. Sob essa óptica, acredito que pessoas resilientes mudam sempre que necessário, têm firmeza de propósito e não costumam culpar outras pessoas ou circunstâncias pelos seus erros ou falta de realizações. Já a ausência dessa característica leva o indivíduo à depressão e desmotivação para tirar uma ideia ou sonho do papel e executá-lo. Essa teoria nos ajuda a entender melhor porque, para certas pessoas, o simples exercício de abrir o caderno de metas é um sacrifício e porque, para outras, tal atividade é motivadora, pois os sonhos transformaram-se em verdade. E mais: nesse jogo da vida, não há certo ou errado. A questão está ligada ao perfil do indivíduo, mas o melhor é saber que nada nesse cenário é imutável. Em outras palavras, algumas pessoas nascem resilientes, outras, aprendem a ser. Já que resiliência é uma característica pessoal que pode ser introduzida em nossas vidas, o desafio é descobrir o caminho para esse aprendizado. Nesse sentido, vale destacar que tal característica pode ser conseguida com a maturidade emocional, ou seja, com o desenvolvimento da capacidade de ser otimista e, mais do que enxergar, viver a realidade de que imprevistos e situações adversas existem, mas ainda assim é possível separar o problema e ir atrás dos sonhos. Se essa qualidade é valiosa para uma organização, fica claro que é fundamental também para a vida pessoal. Só quando não houver desânimo ou fácil aceitação de que transformar um ideal em realidade é impossível é que haverá conquistas. Agora que você já conhece o caminho para a realização e entende melhor como nos autoboicotamos quando desanimamos, e aceitamos a nossa própria desculpa para não transformar metas em realidade, tenha foco para virar o jogo da vida. Dessa forma, queira ser como um elástico, capaz de ter flexibilidade para enfrentar os desafios sem perder de vista o desejo de transformar em realidade o sonho da pós-graduação, de parar de fumar, de emagrecer, falar mais um idioma, fazer um intercâmbio. Enfim, de se encontrar com seu sentido de vida e ser feliz. Eduardo Shinyashiki é consultor organizacional, escritor e especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Especializado em Preparação Psicológica de Equipes de Alto Rendimento com o dr. Octavio Rivas Solis e em Leitura Corporal com o dr. José Angelo Gaiarsa.

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