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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Diariamente, mulheres normais são reduzidas à partes sexuais por homens...e por mulheres

Diariamente, mulheres normais são reduzidas à partes sexuais por homens… e por mulheres Dodai Stewart Por aqui, nós regularmente apontamos as imagens da mídia que objetificam mulheres quase que todos os dias. Não é novidade. Mas uma nova pesquisa – a ser publicada online na próxima semana no European Journal of Social Psychology – mostra que mulheres são mais passíveis a serem analisadas criticamente pelo cérebro, o que as leva a serem vistas como partes no lugar do todo. Já os homens, por outro lado, são processados cerebralmente como um todo, e não uma soma de suas partes. Stephanie Pappas da Live Science escreve sobre o estudo, conduzido por Sarah Gervais, uma psicóloga da Universidade de Nebraska, Lincoln, que diz: “Todo dia, mulheres normais estão sendo reduzidas às suas partes sexuais. Isto não é algo que somente supermodelos ou atrizes pornôs tem que lidar”. O estudo de Gervais envolveu experimentos idênticos com um total de 227 participantes universitários. A cada pessoa foram mostradas fotografias não-sexualizadas, uma de um rapaz e outra de uma moça, 48 no total. Depois de ver cada imagem de corpo todo, os participantes viram duas fotografias lado-a-lado. Uma era a imagem original, e a outra possuía uma pequena alteração no busto ou na cintura (escolhidos porque estas são partes sexualizadas do corpo). Participantes tiveram que escolher que imagem haviam visto antes. Em alguns casos, o segundo grupo de fotos focava no busto ou cintura somente, pedindo aos participantes para pegar a parte do corpo que haviam visto anteriormente contra a que havia sido alterada. O que Gervais descobriu foi algo que você provavelmente já sabe, mas ainda assim é desanimador saber: O resultado mostrou uma clara divisão entre as imagens de homens e mulhers. Quando revendo as fotos das mulheres, os participantes reconheceram melhor as partes individuais do que quando tinham de combinar fotos de corpo inteiro com as originais. O oposto aconteceu para as imagens masculinas: As pessoas reconheceram melhor um homem como um todo do que pelas suas partes individuais. Basicamente, uma mulher caminhando por aí é reduzida a peitos, pernas, bunda e não vista como irmã, mãe, gentil, divertida, esperta. E a parte mais triste de tudo? “Homens e mulheres estão fazendo isso”, diz Gervais. “Então a culpa não é só dos caras, neste caso”. Sociological Images recentemente publicou uma (altamente recomendável) explicação em quatro partes sobre objetificação sexual, com um aviso: O dano causado pela objetificação generalizada da mulher na cultura popular não é só uma teoria. Nós agora possuímos mais de dez anos de pesquisa mostrando que viver em uma sociedade objetificadora é altamente tóxico para meninas e mulheres. Um exemplo horrível de mulheres vendo suas pares como partes do corpo que vem à mente é o mundo negro de blogs e tumblrs sobre inspiração para a magreza, onde mulheres de todas as idades postam imagens “inspiradoras” de torsos esticados, pernas magras, quadris delgados e bracinhos fracotes. Costelas. Espinhas dorsais. Geralmente não são mostradas cabeças nessas fotografias… O negócio são as partes. Mas você não precisa se aprofundar pra descobrir o que Tina Fey uma vez chamou de crime de mulheres-contra-mulheres. Você provavelmente não tem que pensar muito para lembrar da última vez que falou dos quadris de outra mulher ou de seus lábios, olhos ou coxas, separando o corpo da pessoa. Você deve ter feito isso, sim, mas não é sua culpa: Pode haver motivos evolucionários para que homem e mulheres processem corpos femininos de forma diferente, diz Gervais, mas porque âmbos os gêneros o fazem, “a mídia é o principal suspeito”. O problema, claro, é quando você vê alguém como um objeto você pode acabar tratando a pessoa como objeto: uma coisa sem sentimentos, que pode ser manipuada.

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