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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Você ama o amor ou o seu parceiro

Você ama o amor ou o seu parceiro? Aílton Amélio Você costuma se apaixonar sem conhecer direito o parceiro e, depois que se apaixona, tende a desculpar, ignorar e a assimilar todas as características do amado, mesmo quando elas são desagradáveis e incompatíveis com as suas? Neste caso, você ama o amor, mas não o seu parceiro. Uma vez que o amor dispara, tendemos a aceitar incondicionalmente o amado. Desligamos o nosso sistema de alerta e ligamos o modo lealdade e assimilação. Algumas pessoas exageram na dose quando agem dessa forma. Alguns exemplos de pessoas que amam o amor Muita gente está pronta para amor e já está tão pré-programada para sentir, pensar e agir romanticamente quando isso acontecer. Para estas pessoas basta encontrar “alguém para chamar de seu” que todo aquele romantismo é automaticamente disparado. O parceiro não precisa ter nada de especial e não fazer quase nada. Veja abaixo alguns exemplos deste fenômeno. Irrealismo, romantismo e carência sustentam a ficção romântica. Mariana ama e precisa do amor Na área amorosa, Mariana não dava muito importância para os fatos, mas sim para a sua versão. Além disso, ela era muito romântica e estava carente. Mariana concedia aprioristicamente muito crédito para as pessoas que estava conhecendo e fechava os olhos para as informações que pudessem desabonar o novo parceiro. Adorava filmes tipo love story, chorava quando ouvia músicas românticas e invejava os pares de namorados que todo dia encontrava no seu caminho. Fazia muito tempo que não namorava e isto acentuou suas necessidades amorosas. Quando era mais nova, Mariana era muito exigente com os seus pretendentes. Tinha uma longa lista de atributos que considerava imprescindíveis e, quando o pretendente não atendia a qualquer um deles, era sumariamente descartado. Depois de um tempo sem conseguir iniciar um namoro foi deixando por menos. Algum tempo depois, essa lista ficou reduzida a alguns poucos ou requisitos: gentileza, idade, nível estado civil e escolaridade. Mais um tempo de secura, ela reduziu mais ainda a exigência e estava disposta a iniciar um relacionamento com quase qualquer um que a quisesse. Paixão instantânea na internet Ele havia acabado de fazer contato com uma mulher em uma sala de bate papos. Uma breve troca de informações sobre características pessoais, uma conversinha agradável e insinuante e pronto: ele já estava fascinado pela interlocutora quase completamente desconhecida. O seu amor estava à flor da pele. Bastava um pequeno estímulo para que ele jorrasse abundantemente. A sua imaginação preenchia todas as lacunas. O outro era apenas um detalhe. Fascínio instantâneo na balada Lá estava ela na balada. Como sempre, havia uma grande chance que ela se apaixonasse por alguém naquela noite. Em primeiro lugar, localizava alguém do seu tipo: porte altivo; circunspecto; sorriso bonito, mas discreto; forma elegante e discreta de se vestir. Em seguida, caso essa pessoa lhe desse alguma bola, mas não lhe desse muita segurança do seu interesse, pronto! Em minutos ela ficava fascinada pelo desconhecido. Pelo resto da noite ela ficava concentrada nesta pessoa e tudo o mais na balada perdia boa parte o brilho. Cada pequeno avanço com o desconhecido fascinante passa a ser comemorado: agora a pessoa parecia estar notando o seu olhar insistente. Ela está rodeando. Ela está sempre com o rosto orientado na sua direção: está conversando com amigos, mas fez questão de manter-se voltada para ela. A natureza da miopia amorosa É natural apresentar uma versão melhorada de nós mesmos No início do relacionamento, fazemos esforços para sermos aceitos pelo parceiro. Por isso, tendemos a ressaltar e exagerar um pouco aquilo que temos de melhor e a omitir e disfarçar aquilo que temos de pior. Assim, caprichamos na aparência, nos mostramos mais dispostos e otimistas, aumentamos as gentilezas e ficamos mais atenciosos com o parceiro. Depois de um tempo, vamos “baixando as cartas” e mostrando a nossa forma mais costumeira de ser. Idealização A idealização é um ingrediente natural do amor. Tendemos a ver o parceiro como muito mais especial e fascinante do que ele realmente é. Um estudo mostrou que tendemos a ver o parceiro como tendo muito mais qualidades do que os seus amigos atribuem a ele. Como os amigos já se vêm de forma otimista e benévola, isso significa que amante ainda distorce positivamente a visão do amado. O amor é míope e o namoro, um bom par de óculos Embora um bom grau de idealização e a apresentação de uma imagem melhorada para o parceiro façam parte dos inícios de relacionamentos amorosos, é esperado que uma boa parte daquelas distorções perceptuais mais graves provocadas por estes dois fenômenos sejam corrigidas à medida que as pessoas vão se conhecendo durante o namoro. O namoro tem este propósito: permitir que os enamorados corrijam suas impressões mútuas iniciais e testem suas compatibilidades neste tipo de relacionamento. No entanto, algumas pessoas mesmo após um bom tempo de namoro continuam com a cabeça na lua e teimam em não ver a pessoa real que está ali ao seu lado. Elas precisam muito pouco do companheiro para viver os seus amores. Elas adoram pensar que estão namorando, sair com o namorado, ter uma agenda e uma rotina com eles. Dão pouca importância para os indícios de eles vão fracassar profissionalmente ou de que são displicentes em seus compromissos. Mais importante que tudo isso é sentir que a aspiração de ter um relacionamento amoroso está sendo realizada. Quando a miopia persiste Muitas pessoas se apaixonam à primeira vista. Dentre essas, algumas ficam atentas para conferir se o parceiro possui as qualidades desejadas ou se possui defeitos intoleráveis. Caso ele não mostre tais qualidades ou revele defeitos graves, o apaixonado se decepciona e o amor acaba (John Alan Lee, sociólogo canadense, classificou este estilo de amor como “Eros”). Outras pessoas, (“Maníacas”, na classificação deste mesmo autor), após se apaixonarem, ficam bastante insensíveis aos possíveis defeitos que vão sendo revelados pelo parceiro no transcurso do relacionamento. Elas tendem a perdoar tudo e a desculpar tudo que eles fazem. Esta forma de amar lembra o amor incondicional mostrado por mães em relação aos filhos. Por pior que eles se tornem, por mais coisas ruins que façam, esse amor ainda persiste. Boa parte desta miopia sobre o parceiro persiste durante toda a vida. Existem estimativas que pessoas casadas há muito tempo só conhecem cerca de 50% das características de seus parceiros (acertam só metade das perguntas sobre suas reações, valores, modos de pensar, decidir, etc.).

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