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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Meia hora a mais de sono já melhora o comportamento das crianças

Meia hora a mais de sono já melhora o comportamento das crianças Estudo canadense concluiu que essa pequena mudança de hábito produz efeitos positivos sobre condutas como distração e impulsividade Sono: Aumentar a quantidade de sono de uma criança, mesmo que pouco, já desencadeia efeitos positivos em seu comportamento Pesquisadores canadenses mostraram como pequenas mudanças na rotina de uma criança podem impactar de forma positiva o seu desempenho escolar e o relacionamento social. Segundo um novo estudo, 27 minutos a mais de sono por noite pode ser o suficiente para que jovens em idade escolar melhorem comportamentos como distração e impulsividade. Por outro lado, dormir uma hora a menos pode piorar de forma significativa essas condutas. Essas conclusões fazem parte de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira na revista Pediatrics. CONHEÇA A PESQUISA Título original: Impact of Sleep Extension and Restriction on Children’s Emotional Lability and Impulsivity Onde foi divulgada: revista Pediatrics Quem fez: Reut Gruber e equipe Instituição: Universidade McGill, Canadá Dados de amostragem: 34 crianças de sete a 11 anos de idade Resultado: Crianças que passam a dormir 27 minutos a mais por noite já apresentam melhoras de comportamentos como distração e impulsividade. No entanto, reduzir em uma hora a quantidade diária de sono piora de forma significativa essas condutas O estudo, desenvolvido na Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, selecionou 34 crianças de sete a 11 anos de idade que não apresentavam distúrbios do sono ou outros problemas médicos, de comportamento ou de desemprenho escolar. Parte das crianças foi orientada a dormir mais do que a quantidade habitual de sono e o restante, a dormir menos. A duração e a atividade do sono foram medidas com um dispositivo inserido em um relógio de pulso, e as mudanças de comportamento dos jovens, relatas por pais e professores. Leia também: Sacrificar o sono para estudar mais piora desempenho acadêmico Segundo os autores, estima-se que 64% das crianças entre seis e 12 anos de idade dormem após às nove horas da noite e que 43% dos meninos de 10 a 11 anos não atingem a quantidade de sono recomendada para a faixa-etária. A Fundação Nacional do Sono do Canadá recomenda que crianças de cinco a 12 anos durmam de 10 a 11 horas por noite. Esses resultados, explica a equipe, acrescentam evidências a outras pesquisas que indicaram os efeitos positivos do aumento, mesmo que pequeno, da duração do sono de uma criança em idade escolar (conheça sete prejuízos de dormir pouco). Sintomas — Para os pesquisadores, é importante que os pais fiquem atentos aos sinais de que a criança não está dormindo o suficiente. São comportamentos como bocejo, sonolência, hiperatividade, irritabilidade, impulsividade e dificuldades de concentração. Para ajudar a melhorar o sono do filho, os adultos devem estipular horários fixos para que eles se deitem e acordem e devem evitar que a criança coma alimentos pesados antes de dormir e que tire cochilos ao longo do dia. Além disso, afirmam os autores, praticar alguma atividade física e fazer a lição de casa mais cedo também podem ajudar o jovem a ter um sono com mais qualidade. Os prejuízos de dormir pouco Diminui a capacidade de o corpo queimar calorias De acordo com uma pesquisa apresentada no encontro anual da Sociedade para Estudo de Comportamento Digestivo (SSIB, sigla em inglês), em julho de 2012, na Suíça, a restrição do sono faz com que um indivíduo consuma mais calorias e, além disso, reduz a capacidade do corpo de queimá-las. Isso ocorre porque dormir pouco aumenta os níveis de grelina, o ‘hormônio da fome’, conhecido assim por induzir a vontade de comer, na corrente sanguínea. Além disso, o hábito promove um maior cansaço, reduzindo a prática de atividades físicas e aumentando o tempo de sedentarismo Eleva o risco de câncer de mama agressivo Um estudo publicado em agosto de 2012 no periódico Breast Cancer Research and Treatment sugeriu que dormir menos do que seis horas por dia eleva o risco de mulheres na pós-menopausa terem um tipo agressivo de câncer de mama e uma maior probabilidade de recorrência da doença. Aumenta as chances de um derrame cerebral Dormir menos do que seis horas por dia aumenta o risco de um acidente vacular cerebral (AVC) mesmo em pessoas com peso normal e sem histórico de doenças cardiovasculares, segundo um estudo apresentado em junho de 2012 no encontro anual das Sociedades de Sono Associadas (APSS, na sigla em inglês), na cidade americana de Boston Aumenta o apetite por comidas gordurosas Dormir pouco ativa de maneira diferente os centros de recompensa do cérebro com a exposição a alimentos gordurosos em comparação com dormir adequadamente. Isso faz com que esses alimentos pareçam mais salientes e que a pessoa se sinta mais recompensada ao comer esse tipo de alimento. Essas descobertas foram apresentadas em junho deste ano no encontro anual das Sociedades de Sono Associadas (APSS, na sigla em inglês), na cidade americana de Boston. Além disso, uma pesquisa publicada em janeiro deste ano indicou que noites de sono mal dormidas ativam com mais intensidade uma área do cérebro responsável pela sensação de apetite Pode desencadear sintomas do TDAH Segundo um estudo apresentado em junho de 2011 durante encontro das sociedades médicas para o sono, nos Estados Unidos, menos horas de sono podem desencadear problemas com hiperatividade e desatenção durante o começo da infância. Esses são sintomas comuns do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Eleva o risco de impotência sexual A 25ª Reunião Anual da FeSBE (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), em agosto de 2010, trouxe uma pesquisa que relacionou a falta de sono e o problema sexual. De acordo com o trabalho, feito na Unifesp, além do maior risco de impotência, homens que dormem pouco têm maiores chances de desenvolver problemas cardiovasculares e de engordar Pode levar à obesidade Um estudo apresentado em outrubro de 2011 no Encontro Anual do American College of Chest Physicians, mostrou que jovens que dormem menos de sete horas por dia têm índice de massa corporal (IMC) maior, e que isso pode estar relacionado diretamente com os hormônios grelina e leptina, que regulam as sensações de fome e saciedade

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