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domingo, 25 de agosto de 2013

Entenda por que amar pode se tornar um vício

Entenda por que amar pode se tornar um vício Tatiana Ades "No caso do amor não temos uma substância. O amor não se vende em garrafas, não se traga, não se cheira, é invisível..." O que é o vício? Por que será que João bebe muito e Maria come demais? O que faz com que Rita jogue compulsivamente e Beto precise usar drogas todos os dias? O nosso cérebro funciona em termos de "recompensas". Por isso, algumas pessoas se viciam para receberem uma dose de dopamina, neurotransmissor liberado pelo cérebro que estimula o prazer. Por exemplo, no caso dos usuários dependentes de maconha, o cérebro irá produzir duas vezes mais a quantidade de dopamina causando a sensação de "bem-estar e alívio". Com o passar do tempo, o cérebro passa a gerar menos dopamina, e o indivíduo entra no vício com mais afinco, precisando cada vez mais da droga para obter o mesmo prazer obtido anteriormente, entrando dessa forma num círculo vicioso. Vícios Darei três exemplos reais de vícios diferentes para mostrar que o amor pode se transformar em vício: a pessoa precisa dessa "droga: o outro" para sentir-se bem e aliviada. Daniel é adicto (dependente) e precisa beber todos os dias. Sente-se emocionalmente incapaz de enfrentar o seu dia a dia e qualquer situação social sem o uso do álcool. Segundo ele, o álcool no início causava uma sensação de liberdade e perda de timidez, mas que com o passar do tempo virou necessidade diária. Sandra é compulsiva por sexo, o seu diálogo quando fala do assunto não possui afetividade, ela diz que o sexo com vários homens a faz sentir-se aliviada, que no começo sentia uma sensação de poder que transformou-se em necessidade diária para poder pensar e fazer as coisas do dia a dia. Ela quer parar, mas sofre e acaba voltando ao vício. Já Bianca, não bebe, não usa drogas e não é viciada em sexo, compras ou comida. Ela precisa estar apaixonada, senão a sua vida se torna um "inferno". Ela conta que precisa estar com alguém, vivenciar relacionamentos intensos e não suporta a sensação de estar sozinha sem compartilhar sua vida com alguém; diz que não bastam amigos e família, e que quando alguém a abandona, ela precisa desesperadamente de outra pessoa como forma de substituição e alivio. Essas três pessoas possuem vícios diferentes, mas a necessidade do mesmo toma conta de suas vidas, tornando-as refém. Vamos observar as semelhanças dos três casos quando falamos de abstinência (estar sem o "objeto" do vicio): Daniel, Sandra e Bianca em momentos que tentaram parar o vício sentiram: - falta de ar; - tremores; - dores no corpo; - ânsia de vômito; - insônia; - desespero; - depressão; - pânico; - pensamentos suicidas. Qualquer vicio é perigoso, pois a bola de neve é justamente não querer passar pelos sintomas de abstinência. Mas a única forma de sairmos de um vício é aguentarmos esse período de abstinência, enviando ao nosso cérebro a informação de que não mais precisamos dessa dopamina, que podemos viver sem ela. E o cérebro, assim como todo o organismo que está intoxicado, acaba não precisando mais do vicio. O tratamento para se livrar de um vício ou dependência química deve ser individualizado e conduzido por um psiquiatra especializado na matéria, pois em muitos casos requer o uso de medicamentos. No caso do amor não temos uma substância. O amor não se vende em garrafas, não se traga, não se cheira, é invisível, por isso tantas pessoas estranham estar vivenciando um quadro de vicio afetivo e amoroso. Mas é importante saber que mesmo o invisível pode nos intoxicar de forma devastadora e é preciso prestar atenção se a nossa dependência em relação ao outro não está nos sugando, nos tirando o foco de nós mesmos; trazendo ansiedade e incapacidade para agir como "indivíduo". São raras as pessoas que se viciam em si mesmas, no sentido saudável da questão. E é esse tipo de vício -- o amor próprio -- que precisamos aprender a ter para não nos deixarmos afundar em válvulas de escape.

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