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sábado, 24 de agosto de 2013

Você se sente como um ET no campo social e amoroso?

Você se sente como um ET no campo social e amoroso? AÍLTON Amélio Muitas pessoas não confiam nos seus próprios sentimentos, pensamentos e percepções nas áreas social e amorosa. Essas pessoas perdem a espontaneidade para agir, ficam muito tensas e diminuem suas chances de sucesso nestas areas. Este é o tema deste artigo. Não confiar naquilo que sente e pensa Certas pessoas acham que aquilo sentem e pensam são coisas muito discrepantes daquilo que acontece com as outras pessoas e que seriam rejeitadas por estas caso expressassem seus sentimentos e pensamentos. A história de Jordão, que vamos apresentar agora, ilustra muito bem este tipo de autopercepção. Jordão, o ET social e amoroso Jordão se sentia muito desconfortável quando estava com outras pessoas. Parecia que ele tinha vindo de outro planeta e que se mostrasse para essas pessoas como realmente era, como se sentia e pensava, imediatamente seria identificado como um ET e, por isso, seria preso e recolhido em um laboratório ultrassecreto dedicado ao estudo de alienígenas! Ele observava, com inveja e com sentimentos de inferioridade, como todo mundo parecia sentir prazer em relacionar-se. Na sua percepção distorcida todas as outras pessoas agiam espontânea e naturalmente: riam, pareciam sentir prazer com o convívio social e se permitiam dizer coisas que não eram exatamente aquilo que os seus interlocutores desejariam ouvir. Por incrível que pudesse parecer, essa forma de agir das outras pessoas não provocava os desastres que Jordão temia que lhe ocorressem caso agisse da mesma forma. Ele estava sempre tentando adivinhar ou se informar sobre as mil e uma maneiras de agradar as outras pessoas ou, pelo menos, de não desagradá-las. Para ele, interagir socialmente era uma tarefa das mais árduas. Parecia que ele estava sempre caminhando em um campo minado: tinha que ficar muito atento ao que estava ocorrendo e medir cada um dos seus atos. Esse esforço para parecer normal o deixava muito tenso e exausto. Por isso, ele procurava evitar reuniões sociais e encontros amorosos. Por outro lado, sentia-se muito solitário, adoraria ter amigos e o seu grande sonho era ter uma namorada. Não confiar nas próprias percepções Um estudo conduzido por Muehlenhard e colaboradores mostrou que os tímidos percebem perfeitamente os sinais amorosos que são apresentados por aqueles que se interessam por eles. O que difere os tímidos dos não tímidos é o grau de confiança nas percepções sociais: os não tímidos confiam muito mais nas sua próprias percepções desses sinais do que os tímidos. É horrível não confiar nas próprias percepções sobre os acontecimentos sociais. Muitas pessoas perderam tanto a confiança nestas percepções ao ponto de invalidá-las como critério para direcionar as próprias ações. Quem chegou a esse ponto acredita que se agisse de acordo com aquilo que percebe seria considerado inadequado e rejeitado. Na imaginação dessas pessoas, se deixassem suas percepções guiar suas ações, elas ofenderiam outras pessoas, provocariam a ira de seus interlocutores, não conseguiram iniciar e manter amizades e, muito menos, desenvolver relacionamentos amorosos. As principais causas da anulação das próprias percepções como base para agir são as seguintes: baixa autoestima, timidez, inassertividade e a sensação que é mais incapaz do que as outras pessoas para conviver socialmente e amorosamente. Também pode ocorrer, é claro, que essas percepções realmente sejam distorcidas. Psicólogos por necessidade de sobrevivência As pessoas que acham que aquilo que sentem e pensam não é aceito socialmente e que suspeitam que percebem tudo errado nas áreas social e amorosa tentam aprender conscientemente as regras de conduta e passar a segui-las. Essas pessoas tentam entender como devem se portar para agradar outras pessoas e o que fazer para serem bem sucedidas. Ou seja, elas lutam arduamente para se tornarem verdadeiras psicólogas, por motivos de sobrevivência social. São aquelas pessoas ávidas por conselhos e que são fanáticas por livros, cursos e gurus que vendem seus produtos que prometem ensinar como manter criar e manter um bom network, como fazer amigos e influenciar pessoas, como conquistar qualquer um em qualquer lugar e como enlouquecer seus parceiro na cama. Essas pessoas acabam editando tudo aquilo que fazem e dizem de acordo com regras que acreditam que funcionam melhor do que aquilo que sentem, pensam e gostariam de fazer. Agir assim anula a espontaneidade e acaba produzindo mais danos do que benefícios. A espontaneidade implica em colocar em ação direta e imediatamente aquilo que queremos fazer. Quando perdemos a espontaneidade, o critério para agir ou deixar de agir são as regras. Para consultá-las, refreamos a ação espontânea e só agimos depois de conferir as regras. As ações geradas dessa forma têm menos vitalidade e seus coloridos emocionais são atenuados e embaçados. A base motivacional para agir guiado por regras é outra: não é a expressão do que queremos, mas sim, as ações que as regras afirmam produzirão as melhores consequências ou evitarão as piores. Aquele que age assim sente que não é uma pessoa real, mas sim, um ator agindo de acordo com um script escrito por outras pessoas que não coincide com o seu modo de ser. As pessoas que acham que aquilo que pensam e sentem são coisas inadequados ou insuficientes para que outras pessoas gostem delas ou que as suas percepções sociais não são confiáveis vivem em um inferno psicológico. Esse inferno é ainda mais desagradável quando essas pessoas sentem muita falta de contato social e muita necessidade de relacionamento amoroso. Depois de muito tempo, de muito sofrimento e de muitos fracassos, uma parte dessas pessoas desenvolve mecanismos para tornar mais suportável a vida apartada do convívio social e amoroso. Muitas vezes elas desenvolvem racionalizações sobre as vantagens da baixa sociabilidade e da vida celibatária ("As uvas estão verdes").

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