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domingo, 2 de março de 2014
Grande frustração dos homens: como é difícil obter sexo casual!
Grande frustração dos homens: como é difícil obter sexo casual!
Aílton Amélio
Muitos homens vivem sexualmente frustrados porque sentem muita necessidade desse tipo de sexo, mas se deparam com grandes dificuldades para obtê-lo. Vamos examinar neste artigo várias evidências que embasam esta afirmação. Vamos examinar também como muitos homens tentam lidar com esta frustração e obter este tipo de sexo. Algumas dessas maneiras são muito questionáveis do ponto de vista ético e legal.
Os homens são muito mais propensos para o sexo casual do que as mulheres
Suponha que uma pessoa desconhecida do sexo oposto se aproxime de você e peça um minuto da sua atenção. Esta pessoa é medianamente atraente, tem aproximadamente a sua idade e, pela sua aparência, pelo seu jeito de falar e pelo local onde vocês se encontram, dá a impressão de ser do mesmo nível socioeconômico que o seu. Após uma breve introdução esta pessoa convida você para dormir com ela. Você aceitaria? Este e outros tipos de convites foram objetos de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos por Clark e Hattfield (1989 – veja a citação na Nota 1, no final desse artigo)
Clark e Hattfield pediram para alguns dos seus alunos, rapazes e moças muito atraentes, que fizessem convites para colegas desconhecidos do sexo oposto, que estavam no campus da universidade que frequentavam. Havia três convites possíveis. Um destes convites era para sair juntos naquela noite, o segundo convite era para o convidado ir ao apartamento do convidador naquela noite e o terceiro convite era para dormir juntos naquela noite. Cada convidador abordava um colega desconhecido e, após uma breve introdução (“Eu já notei você outras vezes aqui no campus. Eu acho você muito atraente”) fazia um dos três convites acima. O convite à ser feito em cada abordagem era sorteado de antemão. O convite para sair juntos naquela noite foi aceito por aproximadamente 50% dos convidados, independentemente de serem homens ou mulheres. O convite para ir ao apartamento do convidador foi aceito por aproximadamente 6% das mulheres e por 69% dos homens. O convite para dormirem juntos não foi aceito por nenhuma das mulheres, mas foi aceito por 75% dos homens.
Um problema da pesquisa acima é que os convidados poderiam suspeitar das verdadeiras intenções dos convidadores e temerem por possíveis consequências negativas caso aceitassem os convites. Bruce Ellis e Donald Symons (1988) realizaram uma pesquisa para tentar contornar este problema. Esses autores pediram aos participantes da pesquisa que imaginassem situações hipotéticas, onde as possíveis consequências negativas pela aceitação do sexo casual não existiriam. Nestas situações ideais uma pequena percentagem de mulheres e uma grande quantidade de homens declaravam que aceitariam o sexo casual. A maiores percentagens de aceitação verificadas nesta pesquisa (pessoas que responderam que aceitariam “com certeza” o sexo casual) foi de 41,1% para os homens e 8,2 % para as mulheres.
Outro estudo analisou os dados de 177 pesquisas (“metapesquisa”), realizadas nas décadas de 60, 70 e 80, que investigaram as semelhanças e diferenças em 21 atitudes e comportamentos sexuais de homens e mulheres. Participaram destas 177 pesquisas um total de 128 363 pessoas, sendo 58 553 homens e 69 810 mulheres.
Dez destas 177 pesquisas mediram as atitudes de homens e mulheres em relação ao sexo casual. A análise dos dados dessas 10 pesquisas mostrou que os homens aceitavam muito mais facilmente o sexo casual do que as mulheres. Esta diferença de atitude foi a segunda maior diferença sexual encontrada entre homens e mulheres dentre as 21 variáveis analisadas (a maior diferença entre homens e mulheres foi a incidência de masturbação, mais frequente para os homens, como se poderia imaginar). As diferenças entre homens e mulheres quanto ao sexo casual não diminuíram significativamente entre 1966 e 1983. Esta metapesquisa confirmou, portanto, as diferenças entre homens e mulheres verificadas nas duas pesquisas citadas acima.
Atualmente as mulheres estão mais liberadas, mas nem tanto
A melhor maneira de avaliar quão liberadas estão as pessoas é a quantidade de parceiros sexuais que elas tiveram durante um determinado tempo. Por este critério, quando são analisados os dados de um longo período de tempo, a liberação feminina realmente está ocorrendo, mas até agora ela está muito longe daquilo que poderia ser considerada uma “liberação”.
Por exemplo, levantamento que realizei com quase quatrocentos estudantes universitários da cidade de São Paulo na década passada, mostrou que as mulheres que tinham aproximadamente 25 anos em média tiveram, até aquela ocasião, cerca de três parceiros sexuais e os homens, que tinham, aproximadamente 24 anos, em média, tiveram cerca de sete parceiras sexuais. A quantidade de parceiros das mulheres era semelhante à quantidade de namorados que elas haviam tido, indicando, por isso, que boa parte desses parceiros eram seus namorados e não parceiros casuais. Esta quantidade de parceiros está muito longe daquilo que poderia ser considerada uma “liberação sexual”. Para fazer uma ideia do que realmente é uma liberação, os gays de San Francisco, na década de setenta, antes da AIDS, portanto, tinham, em média cerca de 500 parceiros durante a vida. (Veja o link para esse artigo na Nota 2, no final desse artigo).
Por outro lado, ocorreu uma boa dose de liberação feminina nas últimas décadas: agora não é mais cobrado que as mulheres se casem virgem; basta sair algumas vezes com um parceiro para poder transar com ele; uma percentagem muito maior de mulheres aceita transar no primeiro encontro e não sente que cometeu nada de grave ao agir assim, muito pelo contrário.
Os homens são sexualmente insatisfeitos por sexo casual
A maioria dos homens passa boa parte da vida frustrada sexualmente. Vários estudos apresentaram evidências que eles pensam muito mais frequentemente em sexo que as mulheres, se masturbam mais, pensam em uma maior variedade de parceiras sexuais, aceitam mais convites sexuais de desconhecidas e, quando reúnem condições, multiplicam a quantidade de parceiras sexuais.
Mesmo quando eles têm uma parceira fixa, é mais provável que a esta sonegue sexo e o use como moeda de troca para obter outras vantagens no relacionamento do que eles. Por exemplo, é mais provável que elas recusem sexo quando estão insatisfeitas como o parceiro do que vice versa. (Uma restrição a essa afirmação: atualmente tenho recebido muito mais reclamações de falta de interesse sexual por parte das mulheres que têm parceiros do que dos homens).
As mulheres sabedoras que são desse calcanhar de Aquiles dos homens usam seus atrativos sexuais como tentações para obter suas atenções.
Estratagemas usados pelos homens para tentar obter sexo casual
Os homens tentam aliviar suas frustrações sexuais inventando artifícios para induzir as mulheres a praticarem sexo casual com eles. Alguns desses artifícios são os seguintes: esconder suas verdadeiras intenções em relação a elas; mentir quanto às suas intenções; tentar embebedá-las; tentar levá-las para locais mais propícios para a prática sexual; tentar desenvolver atividades que possam rapidamente se encaminharem para a prática sexual. Veja abaixo mais detalhes sobre esses dois últimos artifícios.
Frases para levar a mulher a uma situação que favoreça o início do sexo.
A revista Cosmopolitan (veja a citação na Nota 3, no final desse artigo) colecionou uma série de frases enviadas pelas suas leitoras sobre os artifícios que os homens usavam para levá-las para um ambiente ou situação que favorece o início do sexo. Algumas dessas frases são as seguintes:
"'Venha, eu só quero aconchegar."
"Você deve tirar a roupa. Nós não vamos mesmo ter sexo. Eu adoro a sensação da sua pele contra a minha”
"Eu quase nunca faço sexo no primeiro encontro",
"'Está frio aqui, vamos ficar sob as cobertas?”
"'Eu só quero tomar um bom banho de espuma com você - nada mais"
"'Quer vir conhecer a meu cachorro?” (Convite apresentado às 3 da manhã)
“Deixe-me colocar só a pontinha”
"'Quer ir ver televisão no seu quarto?"
Forçadinha durante um encontro amoroso
Uma pesquisa americana constatou uma enorme quantidade de forçadinhas sexuais em encontros amorosos (“date and rape”): durante as intimidades sexuais com as mulheres, os homens davam uma forçada para consumar a relação sexual. Essa forçada acontecia na forma de pressão psicológica ou no uso de alguma força física durante as intimidades sexuais com aquelas mulheres que resistiam à penetração. Esse tipo de forçada é condenável, podendo, inclusive ser denunciada como estupro. A maioria das mulheres que sofreu esse tipo de forçada acabou não denunciando o acontecimento devido a uma série de razões, entre as quais a vergonha, a culpa e o fato do parceiro ser conhecido e frequentar o mesmo círculo de relações que o seu.
As mulheres não ficam atrás no uso de estratagemas
As mulheres, por sua vez, também não são nenhumas santas. Elas também desenvolveram táticas e artifícios para obterem o que querem dos homens e para explorar suas carências. Por exemplo, elas usam vários artifícios para aumentar suas atrações sexuais, atiçando os homens, já carentes de sexo (roupas colantes, decotes abissais, sutiãs modeladores, maquiagens sedutoras, sapato de saltos, vozes sensuais, expressões faciais insinuantes, etc.). No entanto, embora esses artifícios aumentem os desejos masculinos por sexo com elas, eles não terão acesso assim tão fácil ao que está sendo propagandeado. Esse acesso só é permitido para aqueles que satisfizerem as necessidades delas. Nada mais justo.
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