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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Brigar com o tempo traz prejuízos à saúde

Brigar com o tempo traz prejuízos à saúde Rotina extremamente acelerada causa outros problemas além do estresse Erroneamente chamada de “síndrome” da pressa, a sensação de brigar com o tempo (e perder, na maior parte das vezes) é um comportamento cada vez mais comum entre os brasileiros. O que poucos sabem é que os prejuízos de uma rotina extremamente acelerada vão além do estresse. “Do ponto de vista médico, não podemos falar que pessoas que vivem correndo contra o tempo têm uma síndrome. Na verdade isso é um comportamento que, no longo prazo, pode trazer consequências negativas”, diz Mara Maranhão, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein. Esse comportamento é comum na rotina da advogada Gabriela Urbani, 25 anos. “Como quero fazer diversas coisas em um curto espaço de tempo, estou sempre correndo. Quando não dá certo, fico frustrada e nervosa.” Esse nervosismo tem explicação. O excesso de pressa pode afetar a saúde física e psíquica do organismo. “Alterações de humor, ansiedade, irritabilidade e mudanças na frequência cardíaca são os sintomas mais comuns”, diz Mara. Dificuldade para dormir e insônia são outras consequências para quem vive na correria constante. Segundo Mara, dormir mal com frequência prejudica a memória, aumenta o estresse e gera ganho de peso. Com o tempo, esses sintomas e noites em claro podem desencadear depressão e ansiedade. Pessoas com quadros depressivos prévios têm mais predisposição para desencadear esse tipo de comportamento. Nesse caso, é recomendável acompanhamento psiquiátrico. A “síndrome” da pressa pode ser genética, mas na maioria dos casos é desencadeada por influência familiar, pela rotinae pelas e exigências do trabalho. Assumir mais responsabilidades do que se consegue cumprir também leva ao quadro. Mudança de comportamento O primeiro passo para parar de viver contra o relógio é mudar o estilo de vida. Para isso, é recomendável reavaliar quais compromissos e atribuições podem ser descartados. Na nova rotina haverá tempo para a prática de esportes, atividades de lazer e uma boa noite de sono. “A terapia é uma boa ferramenta para quem encontra dificuldade para fazer essa mudança sozinho”, diz Mara Maranhão

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