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sábado, 14 de abril de 2012

Insônia e Vida Moderna

Insônia e vida moderna Muitas pessoas não entendem exatamente a natureza de sua dificuldade para dormir e ter um sono reparador. Esse descanso tem grande importância para o bom funcionamento do cérebro Vamos entender um pouquinho a fisiologia do sono. Quando estamos na vigília, funcionamos prioritariamente em Beta, nosso navegador para a vida do dia a dia. Em nosso cotidiano, a aceleração indevida desta atividade neurológica leva a um padrão qualificado como Fast Beta, especialmente nas áreas motoras. Esta aceleração leva a quadros de agitação, inquietação e ansiedade, especialmente se for encontrado nas áreas motoras e no lobo frontal do hemisfério direito. Se, neste caso, esta aceleração se acentuar, pode levar a quadros de pânico. Tudo isso é facilitado pelo excesso de demandas e expectativas que trazemos em nossas vidas que, com a tecnologia e a internet, faz com que continuemos "plugados". Assim, chega a hora de dormir, e sentimos aquela sonolência característica. Neste momento, nosso cérebro começa a produzir ondas Alpha, que vão relaxando o corpo. Já aqui, o insone tem problemas em produzir estas ondas em quantidade suficiente, especialmente nas áreas dos lobos parietais e occipitais, na parte posterior da cabeça. Em vez disso, justamente devido ao padrão de aceleração presente nas áreas motoras, que ditam o ritmo nas demais áreas, o cérebro do insone produz ondas Fast Beta, que impedem seu relaxamento e o fazem buscar algo sobre o que se debruçar até que o cansaço físico vença esta batalha, o que pode durar horas, até que a pessoa, literalmente, apaga por exaustão. No caso de a pessoa "virar a noite", o que pode se tornar cada vez mais frequente, esse hábito ocorre à custa de sua saúde e depleta suas reservas e sua imunologia. Sem Alpha, é muito difícil adentrar nos outros estágios que caracterizam a arquitetura do sono. E, nos casos em que, quase que num ato heróico, o cérebro do insone ultrapassa este estágio, dificilmente conseguirá ciclar nos níveis mais profundos, especialmente em Delta, frequência responsável pela recuperação orgânica do corpo. Assim, quando muito, o sono destas pessoas não vai além de Theta e do chamado sono paradoxal, ou REM, quando sonhamos. A prova de que não ciclamos em Delta está na maneira como acordamos, no dia seguinte. Em vez de um sono reparador, acordamos com uma sensação de cansaço, como se mal tivéssemos dormido e precisamos, mesmo, de outra noite de sono. Passamos o dia, então, literalmente nos arrastando, com nossas capacidades cognitivas de atenção, concentração e memória completamente comprometidas. Mas, além destas coisas, há outros fatores no cérebro, que também sofrem com nossa vida moderna. O primeiro deles está em nosso sistema nervoso autônomo, composto por duas partes, o simpático e o parassimpático. O excesso de atividades gerado pela correria do dia a dia faz com que o sistema nervoso simpático, responsável pela ativação dos sistemas neurológicos, entre em atividade majorada e nela fique, como a marcha de um carro engripada. Já o sistema nervoso parassimpático, responsável pela resposta de relaxamento, fica inibido e não consegue equilibrar o jogo de forças com o simpático. NA ROTINA DA VIDA MODERNA, ADOTAMOS, CADA VEZ MAIS, HÁBITOS NOTÍVAGOS, O QUE FAZ COM QUE DESRESPEITEMOS, AINDA MAIS, NOSSO CICLO CIRCADIANO DE VIGÍLIA E SONO Fora isso, adotamos cada vez mais hábitos notívagos, o que faz com que desrespeitemos, ainda mais, nosso ciclo circadiano de vigília e sono. Com o excesso de luminosidade à noite, que chega ao cúmulo de encontrarmos, não raro, pessoas que dormem com a luz acesa ou com a televisão ligada, há a inibição da atividade da glândula pineal, responsável pela produção de serotonina, melanina e melatonina. Vemos aí que há a carência de produção de substâncias cuja carência leva a quadros, respectivamente, de depressão, maior predisposição ao câncer de pele e, finalmente, insônia, já que é a melatonina que permite ao cérebro realizar sua viagem ao sono profundo e reparador. Além disso, e justamente por não ciclar em Delta, o insone, entre outras coisas, acaba por produzir quantidade muito menor de GH, o hormônio do crescimento, que é produzido pela pituitária, justamente durante o sono profundo, o que contribui para os cada vez mais frequentes casos de obesidade na população. Com tudo isso, não é à toa que 15% da população idosa mundial sofre de depressão biológica. Os sistemas orgânicos, especialmente a glândula pineal, passam por um processo acelerado de envelhecimento também por conta da alimentação, que atualmente é farta em açucares e carne vermelha e que estimulam a produção de prostaglandinas inflamatórias. A pineal, em especial, a partir dos 35 anos de idade, começa a sofrer um processo de calcificação que literalmente engessa seu perfeito funcionar, inibindo a liberação de substâncias como a melatonina, agravando todo este quadro. E, para piorar, atualmente é muito comum que se receite melatonina em cápsulas nestes casos, o que, se por um lado ajuda num primeiro momento, mas, a longo prazo, acaba por inibir ainda mais a atividade desta glândula, já que a mesma recebe sinalização, pela presença da melatonina ingerida no organismo, de que não é necessário fabricá-la! Moral da história: quer ter saúde e um sono reparador? Mude sua alimentação, desligue o computador, a TV e, principalmente, a luz!...E, se nada disso funcionar, o Neurofeedback é uma opção segura para corrigir estas atividades e resgatar a possibilidade de um sono reparador.

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