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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Macacos em frente ao espelho

Macacos em frente ao espelho Será que os macacos-rhesus são autoconscientes? Por Carrie Arnold Durante muito tempo pessoas acreditavam que olhar para o espelho e reconhecer-se era uma capacidade típica humana. Entretanto, pesquisadores descobriram que outros símios, como os chimpanzés e os gorilas, parecem mostrar sinais de autoconsciência, incluindo o reconhecimento e inspeção de si mesmos no espelho. Atualmente, um grupo afirma que macacos-rhesus (Macaca mulatta) se juntaram a esse grupo de elite de animais com autoconsciência. Luis Populin, neurocientista da University of Wisconsin, Madison, observou que os macacos de seu laboratório estavam se comportando de forma estranha. Macacos, nos quais Populin tinha implantado eletrodos para um outro experimento, pareciam usar o espelho para tentar ajeitar áreas em tornos dos implantes. Eles também pareciam olhar no espelho para observar seus genitais. Populin e seus colegas relataram no PLoS ONE no ano passado 2010, que os macacos passavam muito menos tempo olhando para um espelho coberto com uma lona preta que para um espelho normal. Ele também relatou que os macacos usavam um espelho maior para olhar áreas do corpo que de outra forma não poderiam ver. Segundo os pesquisadores, esses dois resultados indicam que ao usar um espelho grande para observar partes do corpo, os macacos demonstram autoconsciência. O problema é que os macacos-rhesus ainda não ultrapassaram o padrão de medida da autoconsciência conhecido como limite padrão. Nesse experimento, os pesquisadores anestesiaram um animal e prenderam um pequeno ponto vermelho no meio de sua testa, onde se manteria despercebido, a menos que o animal pudesse reconhecer-se no espelho. O psicólogo Gordon Gallup, atualmente na University of Albany, da State University of New York, reproduziu o experimento com chimpanzés. Quando os chimpanzés de Gallup despertaram e se olharam no espelho, eles observaram atentamente sua imagem enquanto tocavam a pinta vermelha, indicando que tinham percebido a mudança na sua aparência. Populin aplicou o teste em seus animais, e estes não perceberam a pinta ─ e por isso, observa Gallup, eles não podem ser autoconscientes. No entanto, Populin acredita que o problema está no teste de Gallup. “O limite padrão não parece ser suficientemente relevante para os macacos se preocuparem”, avalia Populin. Gallup discorda. “Muitas pessoas fizerem experimentos de autorreconhecimento com macacos-rhesus, e ninguém jamais encontrou evidências concretas”, observa. “Existem muitas alternativas para explicar por que os macacos tocaram em seus implantes de acrílico”. Por exemplo, eles poderiam responder à sensação física dos implantes ─ e, além disso, parecem gostar muito de sentar diante do espelho.

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