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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Raiva: a melhor emoção

Raiva: a melhor emoção Será que é possível afirmar que muitas das emoções que sentimos, ou nominamos, têm sua origem na mesma fórmula química endócrina? Serão os humanos escravos de hormônios e neurotransmissores? João Oliveira João Oliveira é psicólogo, mestre em Cognição e Linguagem, pós-graduado em Hipnose Clínica Hospitalar e Organizacional, pós-graduado em Psicologia Humanista Existencial e em Cultura, Comunicação e Linguagem. Diretor de Cursos do ISEC - Instituto de Psicologia Ser e Crescer. Autor do livro Saiba quem está à sua frente: análise comportamental pelas expressões faciais e comportamentais (editora WAK) "Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e transformá-la, como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo." Mahatma Gandhi A história está repleta de personagens que transformaram adversidades em força transformadora. Charles Chaplin foi um deles: apesar da tragédia familiar, virou referência de pessoa positiva e bem-sucedida Muito já foi dito sobre as emoções ao longo das eras e, com certeza, algumas definições têm sido nominadas como melhores e outras como piores. A palavra emoção deriva do latim movere (pôr em movimento). Isso nos fala da sua natureza de colocar em movimento, de dentro para fora, comunicando ao mundo nossos estados de necessidades internas. Todas, então, seriam úteis e por isso foram mantidas no processo evolucionário humano. Lógico que algumas perderam sua função original e se adaptaram, como puderam, à nova realidade da civilização moderna. Afinal, não precisamos mais correr de leões ou matar animais para nossa alimentação. Mas o sistema de luta e fuga continua ativo. O homem modernizou a sua estrutura social. No entanto, internamente, em seus processos somáticos, ainda é praticamente o mesmo do tempo das cavernas. Basicamente, estamos preparados para caçar e reproduzir; o resto foi se acumulando ao longo de milhares de anos e reflete-se no que somos hoje: criaturas com respostas emocionais às diversas situações nas quais, às vezes, certas manifestações não seriam necessárias, ou que surgem em dimensões desproporcionais à situação vivida. Caso duvide disso, pergunte a quem tem síndrome do pânico ou algum tipo de fobia. Sempre buscamos diferenciar as emoções umas das outras e tentamos associá-las, relacionando as sensações orgânicas com a situação em que estamos envolvidos, fazendo uma ligação direta entre o fato, nossa interpretação dele e o que sentimos. Além das diversas interpretações diferentes que cada um de nós pode dar às situações semelhantes, ainda existe a intensidade da emoção, às vezes forte demais e, outras vezes, não percebidas adequadamente. Sempre buscamos diferenciar as emoções uma das outras e tentamos associá-las, relacionando as sensações orgânicas com a situação em que estamos envolvidos Nos animais, a manifestação de raiva foi observada em dois tipos de comportamentos: o ataque a outros animais, para obtenção de alimento, e a agressão afetiva, que serve para corte às fêmeas ou para demarcação de território É fato que não sabemos nominar nossas emoções: estamos sempre confundindo o que sentimos. As emoções, na visão dos poetas, fazem de nós humanos, mas a realidade é que elas podem atrapalhar, e muito, aqueles que não conseguem detectar seus próprios estados emocionais. No ano de 1924, Maranon, neurocientista francês (citado por Richard Restak em O Cérebro Humano, p.141), injetou adrenalina em 210 indivíduos, o que fez surgir sensações fisiológicas em todos eles. Quando o experimentador, de maneira indutiva, contava uma história qualquer com fundo emocional, fazia brotar no sujeito a emoção sugerida no texto. Graças ao efeito da adrenalina, a emoção surgia forte. Dessa maneira ele fez "aparecer" todas as nuances das emoções humanas apenas contando diferentes histórias. Essa experiência foi repetida na década de 1960, com algumas alterações de modelo operacional, mas com resultado similar, por Stanley Scharter e Jerome Singer. Com a mesma base química, mas com interpretações pessoais diferentes das histórias contadas, o significado individual fez surgir emoções que mais se alinhavam com a perspectiva do indivíduo. Podemos inferir, então, que tecnicamente seriam as mesmas reações somáticas que originam as emoções; apenas os nomes dados pelos sujeitos que as vivenciavam eram diferentes, por conta de suas expectativas ou interpretações do contexto. As emoções, na visão dos poetas, nos tornam humanos, mas a realidade é que elas podem interferir de modo negativo em nossas vidas Nos dias atuais, a complexidade da origem das emoções é debatida ao extremo e nada está totalmente descartado. Alguns defendem a ideia de quatro emoções básicas, outros de seis estados emocionais naturais. Esse exemplo é puramente ilustrativo para que não percamos de vista a possibilidade de estar dando nomes diversos aos mesmos bois. Podemos então acreditar que muitas das emoções que sentimos, ou nominamos, têm sua origem na mesma fórmula química endócrina? Seremos então escravos de hormônios e neurotransmissores? Isso nos dá bons argumentos para pensar com cuidado sobre como devemos reagir da próxima fez que estivermos sob forte emoção. Afinal, se a emoção tem a sua forma dada pela interpretação da história contada, se ressignificarmos o conteúdo, mesmo sem alterar a base química, podemos alcançar um novo estado emocional. Isso pode soar apenas como teoria para alguns, pois a prática não deve ser tão fácil. A maioria das pessoas não consegue perceber quando está entrando em um estado emocional alterado. "Sob forte emoção estamos sempre certos!" Todos pensam assim? Dessa pequena abertura podemos passar a qualificar as emoções básicas, que segundo os estudos do psicólogo estadunidense Paul Ekman, são seis. Tratamos de emoções naturais, aquelas percebidas em todos os humanos com o mesmo código facial de expressão muscular, porém guardando diferenças quanto aos motivos culturais para suas manifestações: o que faz rir um oriental pode fazer chorar um ocidental, por assim dizer. Alguns especialistas defendem a ideia de que existem quatro emoções básicas, outros falam em seis estados emocionais naturais Nos bebês, a raiva surge quando se provoca uma interferência física, como segurar os membros da criança, impedindo seus movimentos. Isso demonstra que essa emoção nasce quando algo interfere na nossa intenção de fazer algo Raiva, para que te quero Por não ter pleno conhecimento da estrutura de afeto que reina em seu próprio ser, o ser humano cria mitos. Uma frase que sempre ouvimos é: "Só o amor constrói!" Amor é sentimento, está além da emoção, na realidade outra emoção pode nos levar a construir bem mais rapidamente, dentro das seis consideradas bases universais. Não estamos falando de expressões faciais, percebidas externamente pelo outro, estamos focados nas sensações percebidas e plenamente identificadas pelo próprio sujeito que as manifesta e transformada, com o tempo, em sentimento instalado. Podemos simplificar as emoções quanto às suas digitais comportamentais: paralisantes (medo, tristeza, espanto e nojo); recuo (tristeza, nojo e medo); conjugação perigosa (medo e raiva) e motivadora (raiva). A raiva só não serve como alavanca quando é internalizada. Algumas pessoas, por motivos variados, direcionam a raiva para si mesmas e a somatização passa a ser inevitável. Doenças diversas, como hipertensão e alterações cardíacas, podem se manifestar, algumas delas chegando a incapacitar o sujeito, que se torna impossibilitado de alterar o externo, como pretendia. - Sentimentos - O sentimento é a construção de uma estrutura emocional vivenciada. Pode se tornar maior e permanecer no indivíduo por toda uma vida ou se transformar em modelo afetivo (amor x ódio, por exemplo). Fazemos grande confusão com a nominação de emoções e sentimentos. Faltam palavras para expressar tudo que sentimos. A grande maioria das pessoas acredita que emoção e sentimento são a mesma coisa, mas não são. A emoção se manifesta rapidamente e pode passar. Já o sentimento é internalizado, racionalizado, dura muito tempo. Alguns podem transformar-se em doenças. Temos uma grande dificuldade em identificar corretamente a emoção no momento em que a estamos vivenciando. Quando, após os segundos iniciais - quando há a manifestação da expressão emocional pelos músculos da face -, a emoção se instala, e, depois de mais algum tempo, após sofrer uma análise crítica consciente, ela se transforma em sentimento, pode haver uma alteração profunda no modo de um indivíduo se relacionar com o ambiente. O melhor, para evitar comportamentos que possam ocasionar perdas sociais a longo prazo, é mudar a interpretação dos fatos logo que temos a primeira percepção da natureza emocional que surge negativamente e, com isso, alterar a realidade entendida por nosso corpo e nossa mente. Ou seja, aproveitar a mobilização que a indignação (raiva) provoca no organismo como um combustível de mudanças no mundo externo, de maneira mais produtiva, sem causar danos desnecessários a outras pessoas ou a nós mesmos. Uma manifestação clássica da raiva é o fechar de lábios com força. Nos experimentos conduzidos no início da década de 1960 pelo psicólogo estadunidense Paul Ekman, foi pedido a representantes de povos que viviam longe de conglomerados urbanos que demonstrassem como mantinham a raiva sob controle. Eles mostraram essa mesma expressão, com lábios firmemente cerrados. Entretanto, quando pedido que evidenciassem a raiva em ação, eles movimentavam os braços no ar, simulando um ataque. Já as pessoas imersas em nossa cultura, quando submetidas ao mesmo tipo de solicitação, demonstravam a liberação da raiva separando os lábios, como se fossem dizer algo ofensivo a outra pessoa. Assim, podemos inferir que para nós a liberação da raiva pode se dar por meio de ofensas verbais. Gritar com alguém ou falar um palavrão pode ser considerado uma liberação da tensão interna provocada pelas mudanças orgânicas. Originalmente, dois tipos de comportamentos foram observados nos animais, na manifestação da raiva: o ataque a outros animais, para obtenção de alimento, e a agressão afetiva, que serve para corte às fêmeas ou para demarcação de território. O sucesso, muitas vezes, é uma resposta à provação que líderes, gerentes, homens ou mulheres passaram em outra época. Sua alta autoestima resulta de uma retroalimentação da emoção John Flynn, nos anos 1960, identificou que os comportamentos agressivos eram provocados, no cérebro, pela estimulação de áreas específicas do hipotálamo, nas porções lateral e medial. A raiva é uma emoção relacionada às funções da amígdala, em decorrência de suas conexões com o hipotálamo e com outras estruturas. A amígdala também atua em outra emoção: o medo. Esse comando das estruturas cerebrais faz o organismo acelerar a produção de adrenalina. A raiva também parece estar ligada às produções dopaminérgicas e dos glutamatérgicos. Nesse sentido, os antidepressivos dopaminérgicos e psicoestimulantes são potencializadores da raiva; já os antipsicóticos e estabilizadores do humor quase sempre exercem efeitos depressores sobre a raiva. Na raiva também ocorre uma elevação da taxa de açúcar no sangue, numa antecipação ao custo calórico necessário para a movimentação dos músculos. Certas pessoas, por motivos diversos, direcionam a raiva para si mesmas e a somatização passa a ser inevitável PARA SABER MAIS Personalidades que construíram ou destruíram impérios ADOLFO HITLER. O que pode tê-lo tornado uma pessoa destruidora? Talvez a morte do pai em 1903, quando ele tinha apenas 14 anos, ou ainda o falecimento da mãe, em 1908, de câncer, quando o então jovem Adolf não tinha completado 20 anos de vida. Sabemos que ele foi péssimo aluno, rejeitado pela escola de belas-artes de Viena e pela escola de arquitetura. Não foi correspondido no amor declarado em centenas de poemas a Stefanie - isso pode ter sido consequência da enorme diferença de classe social. Em Viena aos 20 anos, Hitler fazia molduras para se sustentar, lavava pratos, limpava carruagens, estava sempre malvestido, vivia em albergues e remexia latas de lixo com seus amigos Neumann e Hanisch em busca de qualquer coisa de valor. Foi expulso de um albergue por não pagar uma prostituta camada Hannah, que era judia, da qual contraiu sífilis. Em 1913 o exército o recusou, por causa de seu estado de saúde, mas o aceitou como voluntário em 1914, durante a Primeira Guerra. Foi condecorado por um ataque que o deixou cego por três dias, mas sua cegueira era de fundo psicológico, pois o gás era inofensivo. WALT DISNEY. Maus tratos na infância podem ter despertado um gênio criativo? Disney viveu em uma fazenda no interior do Missouri, com um pai extremamente severo, que lhe impunha castigos terríveis quase todos os dias. Foi uma infância de sofrimento contínuo e de muito trabalho pesado. Um dia Walt descobriu que não possuía certidão de nascimento e isso fez com que alimentasse a ideia de que era filho adotivo. Podemos perceber a provável influência desses fatos na estrutura familiar de seus personagens. Aos 16 anos, dirigiu ambulâncias para a Cruz Vermelha na Europa, durante a Primeira Guerra Mundial, e viu de perto os horrores do conflito. Anos depois teve seus primeiros personagens, Alice e Oswald, roubados pelo ex-patrão. O interessante foi a resposta que deu quando soube que, por não ter documentado direito sua criação, não havia como reclamar: escreveu um telegrama a seu sócio e irmão dizendo que tudo estava certo, que ele não se preocupasse, pois já havia em sua mente um personagem espetacular: Mickey Mouse. CHARLIE CHAPLIN. Tragédia familiar pode transformar uma pessoa positivamente? Os pais, ambos artistas famosos na época, separaram-se quando Chaplin nem tinha completado três anos de idade. O pai, alcoólatra, não queria contato com o filho, pois já tinha uma amante. Charlie ficou sob os cuidados da mãe, emocionalmente instável. Um dia, quando ele tinha apenas cinco anos, viu a mãe sofrer um problema na laringe enquanto se apresentava em um teatro lotado de soldados; foi vaiada e a plateia atirou coisas sobre ela. Machucada gravemente, ela foi para os bastidores. O pequeno Charlie subiu, sozinho, ao palco e cantou uma música, controlando a massa enfurecida. O pai morreu de cirrose quando ele tinha 12 anos, a mãe foi internada em um asilo, mentalmente perturbada, pois não tinha como cuidar dos filhos. Foi necessário muito esforço durante a infância e a adolescência para que Charlie e seu irmão conseguissem terminar os estudos em uma escola para pobres no sul de Londres. Sofrimento foi sua marca registrada. THOMAS ALVA EDISON. Frequentou a escola, ensino formal, por menos de seis meses. Aprendeu sozinho, e com a ajuda da mãe, lendo apenas o que lhe interessava. Começou a vida vendendo jornais, sanduíches, doces e frutas dentro dos trens. Ficou surdo e sobre isso, quando questionado sobre se a deficiência auditiva o prejudicava, disse uma vez: "Ao contrário, a surdez foi de grande valia para mim. Poupou-me o trabalho de ficar ouvindo grande quantidade de conversas inúteis e me ensinou a ouvir a voz interior. Além do mais, um homem que precisa gritar quando fala nunca diz mentiras". A raiva é uma emoção relacionada, no cérebro, às funções da amígdala, em decorrência de suas conexões com o hipotálamo e outras estruturas Todas as emoções foram mantidas durante a evolução por um bom motivo. O medo, por exemplo, é disparado quando há perigo para nossa sobrevivência. Sem as emoções poderíamos cometer erros de avaliação e nos colocar em risco de morte| Uma situação que pode provocar a raiva em bebês nos diz muito da natureza dessa emoção. Uma interferência física: segurar os membros da criança, impedindo seus movimentos, não permitindo que ela se liberte, irá disparar uma rápida reação. Isso demonstra que essa emoção nasce quando algo interfere na nossa intenção de fazer algo. Ela pode ser ampliada se percebermos ser a ação bloqueadora intencional, ou seja, a pessoa que nos impede os movimentos decidiu fazer isso conscientemente. O aproveitamento de energia provocado pela raiva pode ocorrer naturalmente em algumas pessoas que foram humilhadas, perseguidas ou que tiveram uma interpretação da realidade que ressaltou tal emoção. Poderia ter sido diferente se, em vez de a raiva ser controlada e direcionada para a ação, ela tivesse sido transformada em rancor e ódio. Esses sentimentos poderiam destruir a possibilidade de um pensamento estratégico que oferecesse um rumo ao sujeito que os vivencia. - Estado de espírito - A maioria dos cientistas acredita que os estados de espírito acontecem por motivos que a pessoa que os vivencia não compreende. Eles podem ser gerados por alterações neurohormonais não diretamente relacionadas a um evento externo. Quando nosso estado de espírito é de apreensão, ficamos com medo. Com o estado de espírito irritado é fácil ficar enfurecido, e isso pode durar um dia inteiro. Um modo de alterar um estado de espírito é dormir por um breve período. Raiva que movimenta Muitos líderes, gerentes, homens ou mulheres de sucesso tentam provar algo para alguém que no passado os humilhou ou impediu seu desenvolvimento. Desse modo, seu êxito é uma resposta à provação que podem ter passado em outra época. Sua alta autoestima resulta de uma retroalimentação da emoção. Algumas pessoas relatam que seus sonhos trazem a memória de tempos difíceis e isso proporciona uma energia incrível para levantar pela manhã e lutar no mundo, para nunca mais ter de passar por aqueles momentos terríveis. A emoção, em si, e o sentimento que ela desperta não é determinante para o comportamento. Como interpretamos as situações e direcionamos nossos recursos é o que determina sucesso, vitória ou doença e morte. Ouvimos sempre dizer que outros fatores, como sorte ou azar, devem ter peso de influência no resultado final. Isso pode ser até possível, mas a decisão de buscar uma situação ou outra nasce no livre arbítrio e esse surge da capacidade de percepção de nossas próprias emoções. Não se pode tomar uma decisão sem ao menos saber que tipo de emoção esta manifesta em nosso organismo. A pura sensação fisiológica pode não ser suficiente e clara a ponto de permitir uma avaliação definitiva do progresso comportamental. Não existe emoção ruim. Todas foram mantidas durante a evolução por um bom motivo: são úteis para a manutenção da espécie, ajudam-nos a permanecer vivos. Sem elas poderíamos cometer erros de avaliação e nos colocar em risco de morte, por exemplo. Uma pena que, com a evolução social e cultural, o homem tenha deixado de prestar atenção à linguagem interna, às matrizes biológicas, acabando, muitas vezes, por precipitar ações que podem causar enorme prejuízo a si mesmo. "Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração." (Friedrich Nietzsche). Não se pode tomar uma decisão sem ao menos saber que tipo de emoção está manifesta em nosso organismo. A pura sensação fisiológica pode não ser suficiente para a definição do comportamento Todas as emoções foram mantidas durante a evolução por um bom motivo. O medo, por exemplo, é disparado quando há perigo para nossa sobrevivência. Sem as emoções poderíamos cometer erros de avaliação e nos colocar em risco de morte Referências BANDLER, R., GRINDER, J. Sapos em príncipes: programação neurolingüística. 8 ed. São Paulo: Summus, 1982. ___. Atravessando. São Paulo: Summus, 1984. ___. Ressignificando. São Paulo: Summus, 1986. BANDLER, Richard. Usando sua mente; as coisas que você não sabe que não sabe. São Paulo: Summus, 1985. CHOMSKY, Noam. Linguagem e mente. Brasília: Universidade de Brasília, 1998. DARWIN. Charles. A expressão das emoções no homem e nos animais. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. EKMAN, Paul. Emotions Revealed. New York: Holt Paperbacks, 2007. História ilustrada da 2ª guerra mundial. Rio de Janeiro: Renes, s/d. MUSSALIN, F. & BENTES. Introdução à lingüística: domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2001. Pinker, Steven. Do que é feito o pensamento. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. ___. Como a mente funciona. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. ___. O instinto da linguagem: como a mente cria a linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2002. RESTAK, Richard. O cérebro humano. Lisboa: Presença, 1989. ROBBINS, Anthony. Poder sem limites. 8ª ed. São Paulo: Best Seller, 2007. ESPERIDIÃO-ANTONIO, V.; MAJESKI-COLOMBO, M.; TOLEDO-MONTEVERDE, D.; MORAESMARTINS, G.; JOSÉ FERNANDES, J.; BAUCHIGLIONI DE ASSIS, M.; SIQUEIRA-BATISTA, R. Neurobiologia das emoções. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 35, n.2, 2007. Encontrado em: www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol35/n2/55.htm. Acesso em: 17 jul. 2012.

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