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sábado, 13 de outubro de 2012

3a. Guerra Mundial: Você está preparado

3a Guerra Mundial: Você está preparado? Sem balas nem canhões, o mundo enfrenta a guerra dos empregos. E nesse cenário, a psicologia positiva pode ser a melhor das munições Lilian Graziano Jim Clifton, CEO da Gallup, empresa líder mundial na área de pesquisa, é contundente ao afi rmar que o mundo já vive uma espécie de 3a Guerra Mundial: Uma guerra por bons empregos. A Gallup é uma das empresas americanas que rapidamente adotou os princípios da Psicologia Positiva em sua política de gestão. Isso significa que muito mais do que simples ações pontuais, essa empresa de fato parece ter incorporado o que chamarei aqui de "princípios positivos". Tenho certeza que isso só foi possível porque, de alguma forma, a filosofia da Psicologia Positiva já se encontrava alinhada com os valores centrais da Gallup que, a julgar pelos seus mais de 50 anos de existência, antecediam os da própria Psicologia Positiva. O fato é que foi justamente a credencial acima (ok, admito: aliada à minha "bibliomania") que me fez adquirir o livro The Coming Jobs War, publicado por Clifton. Mas o que mais me animou mesmo foi uma entrevista que havia lido rapidamente em que Clifton, para divulgar seu livro, usava a expressão: "the all-out war for good Jobs", algo como "a guerra geral pelos bons empregos". De fato, Clifton fala de "bons empregos". Porém, motivado por uma crise econômica que em seu ápice elevou a taxa de desemprego de seu país a quase 10%, este autor define "bons empregos" apenas como sendo o que conhecemos aqui no Brasil sob o nome de "empregos formais". Isso significa que a análise de Clifton parte de uma perspectiva de caráter mais macroeconômico. No entanto, sendo ele um simpatizante convicto da Psicologia Positiva, apresenta uma análise que surpreende justamente por reunir clima organizacional e macroeconomia na mesma equação. Nesse sentido, sua tese é simples: ao gerar engajamento, o ambiente organizacional no qual reina o bem-estar, conduziria à prosperidade da empresa que, por sua vez, levaria ao crescimento econômico. Nesse sentido, esse autor é enfático ao afi rmar que "os seres humanos costumavam desejar amor, dinheiro, comida, abrigo, segurança, paz e liberdade mais do que qualquer outra coisa". Contudo, diz ele, nos últimos 30 anos isso mudou. "Agora as pessoas querem ter um bom emprego; elas querem que seus filhos tenham um bom emprego. Isto muda tudo para os líderes mundiais". Concordo com Clifton. Contudo, devo confessar que não partilhamos da mesma definição para a expressão "bom emprego". Enquanto que, conforme já disse, o "bom emprego" para Clifton corresponde a um simples emprego formal, minha definição vai um pouco mais além. Mais do que um emprego "de carteira assinada", observo que as pessoas atualmente anseiam pelo que talvez seria mais adequado chamar de "bom trabalho". Em linhas gerais, o bom trabalho é aquele que traz gratificação a quem o exerce. E nesse sentido, estar bem empregado é trabalhar em uma organização que promove o florescimento humano. Chegou o tempo em que os programas de qualidade de vida, ao se tornarem comuns nas grandes empresas, perderam seu potencial de atrair e reter talentos. Eis um desafio à gestão Vale ressaltar que meu raciocínio, muito antes de se opor, pretende complementar o exposto por Cliffon. Afinal, não é hoje que sabemos que o chamado "mercado de recursos humanos" é regulado pelo poder de barganha daqueles que o compõem. Dizendo de outra forma, é razoável supor que o objeto de desejo de uma pessoa desempregada seja um emprego formal. Nesse caso, o tempo de desemprego costuma ser inverinversamente proporcional ao "cacife" que se tem na negociação da nova proposta de trabalho. E é justamente aí que um simples emprego formal adquire contornos tão atraentes. Porém, basta que o sujeito esteja empregado ou pertença a um Mercado de trabalho em oferta, para que isso eleve sua exigência a um patamar um pouco mais alto. Trata-se de uma realidade conhecida por qualquer professional de Recursos Humanos. Isso significa que quanto mais estável estiver uma economia, mais seus profissionais buscarão empregos capazes de lhes trazer gratificação. Mas também significa que as empresas que quiserem os melhores profissionais, deverão cada vez mais investir na sua capacidade de atrair e reter talentos. Mas isso não é novidade. Foi por essa razão que as grandes empresas começaram a investir em benefícios. O resultado disso é que hoje, qualquer empresinha oferece, por exemplo, convênio médico a seus funcionários. O que um dia foi um diferencial, hoje é prática comum. Depois foi a vez dos programas de qualidade de vida. Chegou o tempo em que os programas de qualidade de vida, ao se tornarem comuns nas grandes empresas, perderam seu potencial de atrair e reter talentos. Deu-se o início da 3a Guerra Mundial: A Guerra dos (bons) Empregos. Um desafio de gestão e uma oportunidade para a Psicologia Positiva!

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