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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Percepção que o tempo passa rapidamente surge na infância

Percepção que o tempo passa rapidamente surge na infância, diz psicólogo Renato Miranda "Às vezes, muita gente pode ter um relativo sucesso durante um período intenso de trabalho, acredita que realmente só nesse ritmo (alucinante!) é possível viver com um desempenho desejável" Muito se diz sobre como o tempo "passa" rapidamente nos dias atuais e como as pessoas parecem mais ativadas no dia a dia, com a impressão que estão sempre atrasadas ou como se estivessem se esforçando sempre para não ficarem ultrapassadas. Dessa forma, o ritmo de vida parece mais acelerado e as pessoas percebem que a cada dia são mais cobradas para melhorarem seus desempenhos. Isso se dá desde o período da infância, no qual as crianças frequentemente são estimuladas em atividades e exigências a cumprirem tarefas variadas. Passando pela juventude até a fase adulta, todo aquele que quer ter uma boa formação visando obter bons desempenhos e consequentemente destaque na profissão ou atividade eleita, sabe muito bem o que significa expressões do tipo: "O dia parece curto demais!"; Estou sempre cansado!"; "Será que estou atualizado!"; "Preciso melhorar meu desempenho!"; "Não tenho tempo para mais nada!" e tantas outras frases que registram muito bem o quanto as pessoas se sentem pressionadas a trabalharem e produzirem sempre mais. Círculo vicioso Em ritmo acelerado, como esse descrito brevemente acima, a percepção é que realmente o tempo passa mais rápido. A despeito da opinião de quem desconfia que sempre foi dito isso em relação à questão do tempo, fato é que, desempenho humano em alto nível e com qualidade pode muito bem ser adequado a níveis de estresse aceitáveis e sem maiores prejuízos à saúde. Um ritmo frenético de atividades permanentemente e muitas vezes sem limites não é sinônimo de bom desempenho. Eventualmente para uma melhoria de desempenho é necessário aumentar o ritmo e se ter uma exigência maior, mas quando se perde o controle e a pessoa deixa de cuidar da saúde, por exemplo, algo está errado. Nessa história toda de ritmo acelerado ou algo parecido para se ter produtividade, há um grande paradoxo: se a pessoa não tem tempo para nada, logicamente ela não pratica exercício físico, não descansa adequadamente, tem poucas horas de lazer, para a família e para o convívio social. Naturalmente, a consequência dessa rotina é, com o passar tempo, a pessoa ficar fraca fisicamente (saúde debilitada), apresentar níveis de tensão exacerbados, distúrbios do humor, problemas variados de relacionamento e outros. Sendo assim, como essa mesma pessoa, debilitada física, psicológica e socialmente, pode produzir bem a longo termo? Às vezes, muita gente pode ter um relativo sucesso durante um período intenso de trabalho, acredita que realmente só nesse ritmo (alucinante!) é possível viver com um desempenho desejável. Sair de ritmo frenético não tem segredo Não há segredo: sem uma boa regulação da intensidade do trabalho e uma distribuição do tempo em sua rotina a fim de oportunizar descanso necessário, atividades de lazer, exercício físico e para as relações humanas, a pessoa, por mais produtiva que seja, sucumbirá diante da desarmonia física e psicológica. Mesmo reconhecendo que atualmente a competitividade é alta, desde a tenra idade, o cuidado com nossa saúde (física, social, mental e emocional) é pré-requisito para se viver bem. Antes de pensar em atender as consagradas "demandas do mercado", não podemos esquecer-nos de atender às nossas exigências pessoais: vida familiar e social, fortalecimento da saúde (exercício físico, boa alimentação e descanso), divertimento e alguma atividade mental livre de pressões (por exemplo, algum hobby). Em algum período de nossas vidas o trabalho nos impede de reconhecermos tais experiências (necessidades!) como tão fundamentais quanto o desempenho laboral. No entanto, acredito que se deve sempre buscar esse equilíbrio, caso contrário, no futuro iremos repetir aquela pergunta instigante: "valeu a pena?"

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