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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Quando um não quer: é possível separar-se amigavelmente?

Quando um não quer: é possível separar-se amigavelmente? Eduardo Yabusaki "Juridicamente quando um dos cônjuges não aceita a separação, a única saída seria a litigiosa. Mas será que existe alguma forma de conversar com o parceiro para ele se convencer do fim, e que o menos desgastante seria se separar amigavelmente?" Uma separação é sempre um processo complexo e emocionalmente difícil e desgastante para o casal. Independente da forma como aconteça (amigável ou não) implica em ruptura e mudança drástica na vida de ambos. Complexo, pois é preciso lidar com questões legais e práticas como: quem sai ou fica, quem fica com o quê e assim por diante... Emocionalmente difícil, pois quando acontece de forma conturbada e com brigas, predomina o sentimento de raiva, ira e fúria. Nessas condições qualquer entendimento fica impossível; ou mesmo quando a decisão é consensual, os sentimentos mobilizados geram mágoa, dor, angústia e muito sofrimento. Pensando nessas condições desfavoráveis, é sempre importante buscar o caminho menos agressivo e o mais tranquilo possível para que se tenha a possibilidade de viver amigavelmente a separação legal. Porém, muitas vezes os conflitos gerados ou mesmo por não ser a vontade de uma das partes separar-se, acaba acontecendo na forma litigiosa. Se isso acontecer, ainda assim, deve-se buscar o caminho do diálogo ou boa solução, caso contrário, a separação pode se transformar em uma experiência traumática, pois pode trazer à tona tudo que se tenha vivido de frustração, insatisfação, mágoa e fracasso. Nessas condições a chance de acontecer trocas de acusações, ofensas e agressividade é muito grande. Assim ambos perdem a razão e os limites do bom senso. É claro que se o diálogo nunca aconteceu, num momento crítico como esse, ele fica ainda mais difícil; seria leviano pensar que justamente agora ele iria acontecer naturalmente. Às vezes a ajuda de um terapeuta de casal pode ajudar de forma pontual, ou seja, para extravasar os sentimentos negativos e criar um canal de entendimento para a separação. Sempre pregamos o caminho do entendimento. Mas quando isso não é possível, devemos procurar, pelo menos, manter a civilidade e o respeito, para que posteriormente não venham a se arrepender e tornar um trauma para relacionamentos futuros. Por mais intensa que seja a situação, devemos sempre procurar tranquilidade para que as decisões e resoluções, que precisam acontecer, não prejudiquem outras esferas da vida, como o desempenho no trabalho por exemplo. Vivemos uma realidade em que naturalmente tendemos ao estresse em nosso dia a dia, e precisamos buscar boas condições para enfrentarmos momentos duros e decisivos. Portanto, enfrentar uma separação exige muito de energia física e emocional e não tem como ser diferente. É preciso ser enfrentada e, depois, quando possível, ser superada.

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