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sábado, 10 de novembro de 2012
É um mito achar que o idoso não se interessa por novas tecnologias
É um mito achar que o idoso não se interessa por novas tecnologias
Elisandra Vilella G. Sé
"Pesquisa realizada por Azar concluiu que idosos não estão menos interessados que jovens em usar novas tecnologias"
A tecnologia proporciona facilidade e comodidade traduzidas até numa melhor qualidade de vida. Mas exige habilidade intelectual para utilizar seus recursos.
A tecnologia de informação (TI) não pode ser ignorada. Muitos dependem dos sistemas automáticos e informatizados seja no trabalho ou na vida pessoal. Mas a forma como a tecnologia interfere na vida de cada pessoa, seja jovem ou idosa, depende de como essa encara suas ferramentas.
Para os idosos, os avanços tecnológicos com sua inevitável dependência trouxeram impactos importantes. O acesso à informática e internet, por exemplo, facilitou o processo de comunicação aprimorando relações interpessoais, colocando-os em contato com parentes e amigos em um ambiente de troca de ideias e informações reduzindo o seu isolamento.
A tecnologia pode fazer com que a pessoa idosa tenha a oportunidade de ser um aprendiz virtual, através de uma educação continuada, estimula sua mente e adquire o consequente bem-estar de se aprender algo novo.
Para o público da terceira idade isso é um desafio intelectual. Ao aprender coisas novas tornam-se mais independentes.
Para dominar essa tecnologia de informação, faz-se necessário ultrapassar algumas barreiras: a falta de confiança, o medo e a ansiedade.
Muitos ainda têm dificuldades com relação à manipulação de eletrônicos computadores... Problemas de ordem técnica como ligar e desligar, o tamanho da tela, das letras, manusear o mouse, coordenar as ações visuais e motoras simultaneamente, entre outras.
Na velhice o declínio das habilidades cognitivas pode se apresentar em alguns de maneira mais comprometida, tais como dificuldades sensoriais, de praxia (coordenação motora), funções executivas (capacidade de planejar e realizar uma ação).
Mas se forem acompanhados por um profissional qualificado, que dê atenção e passe confiança, eles têm capacidade de aprender a lidar com essas novas tecnologias.
Além disso, pesquisa realizada por *Azar concluiu que os idosos não estão menos interessados que os jovens em usar novas tecnologias. Os resultados demonstraram que em um grupo de pessoas com idade entre 58 e 91 anos, a maior barreira para o uso de computadores era a falta de treinamento. Uma vez em que os idosos adquirem conhecimento e proficiência no uso de ferramentas tecnológicas, eles podem usá-las tão bem quanto os jovens, só que levam mais tempo.
A inovação de uma forma ou de outra causa estranhamento e faz com que muitos consumidores sejam resistentes a ela, principalmente os de idade mais avançada. Essas resistências ao uso das tecnologias são bastante relevantes quando se separam aqueles que aceitam e os que as rejeitam. As pessoas que aceitam as aceitam têm mais facilidade de interagir com elas do que aqueles que as rejeitam. Ao lado desses fatores, a renda, ensino e ocupação também influenciam de alguma forma na aceitação e no uso dessas tecnologias.
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