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sábado, 28 de abril de 2012

Humanizando a saúde

Humanizando a saúde A importância do contar histórias no ambiente hospitalar, além da preocupação pelo perfil de um Contador de histórias - indivíduo que tem como características a curiosidade e a busca constante das possibilidades das histórias como instrumento de aproximação entre criança e mundo imaginário Por Valdir Cimino e Suzel Figueiredo* Sempre faço o que não consigo fazer, para aprender o que não sei.” Pablo Picasso Criança gosta de brincar? E adulto? Também brinca? Winnicott afirma que “o brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde; o brincar conduz aos relacionamentos grupais; o brincar pode ser uma forma de comunicação na psicoterapia.” Portanto, é possível deduzir que brincadeira é coisa séria. E também podemos chamar de coisa séria - e triste - a hospitalização de uma criança. Nesta condição a criança vê limitada a sua maior e melhor ocupação: o brincar. É possível brincar em um hospital? A resposta é sim. Mas este brincar deve ser revestido de cuidados com a segurança, a higiene e a recuperação da criança. É através do contar histórias - e das brincadeiras que as acompanham - que podemos humanizar o ambiente hospitalar, igualando pacientes, acompanhantes e equipe multidisciplinar. Revestidos deste propósito, desde 1997, a Associação Viva e Deixe Viver, sente a necessidade de aplicar sua experiência em outro segmento, iniciando um projeto, em março de 2005, no Ambulatório de Psiquiatria Infantil do Hospital das Clínicas de São Paulo. Foram oito meses de persistência e de tentativas, fazendo uso das estratégias conhecidas pelo grupo: livros com ilustrações coloridas, dobraduras, colagens, desenhos. Enfim, tudo aquilo que pudesse desencadear uma história! Mas a atenção daquelas crianças e adolescentes não era contínua e eles não respondiam ao estímulo do “era uma vez”. Chegou-se então à conclusão de que a ação não era eficaz e o correto seria desistir. No entanto, a Associação foi surpreendida com o convite para dar continuidade ao projeto, pois o trabalho havia se tornado uma referência de resultados positivos, considerado pelos familiares e equipe multidisciplinar como uma ação benéfica e duradoura, mesmo nas condições adversas daqueles pacientes. Assim, a Associação Viva e Deixe Viver - apoiada pelo Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo e pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo - conseguiu aprofundar sua experiência, de onde se originou uma pesquisa, “O Brincar como Atividade Terapêutica nos Tratamentos Psiquiátricos de Crianças e Adolescentes”, em parceria com o Hospital Dia Infanto-Juvenil. Nela, os resultados satisfatórios do trabalho foram confirmados. Neste dossiê, estão relatadas as considerações de nossas parceiras nesta iniciativa, a psicanalista e pediatra Marisol Sendin, a terapeuta ocupacional Adriana Dias Barbosa Vizzotto e a psicóloga Adriane Bacellar Duarte Lima. Mas esta é uma história que não termina por aqui e deve prosseguir, em outros capítulos. O seu início, porém, poderia ser resumido a duas palavras: aprendizado e determinação. Referências Winnicott, D.W., Natureza Humana, Rio de Janeiro.Imago Editora, 1990, pág. 94 Winnicott, D.W., O brincar e a realidade, Rio de Janeiro. Imago Editora, 1975, pág. 63 Lindquist, I., A Criança e o Hospital, capítulo: Terapia pelo Brinquedo, Ecritta Editorail, 1993 - São Paulo, pág. 23 *Valdir Cimino é Presidente Fundador da Associação Viva e Deixe Viver - Voluntários Contadores de Histórias, Sócio Diretor da CS.Pro – Comunicação Sustentável e Coordenador do Curso de Relações Públicas da FAAP Suzel Figueiredo é Diretora do Instituto ABERJE de Pesquisas, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, Conselheira da – Associação Sociedade Brasileira de Pesquisa de Mercado (ASBPM). Diretora da Ideiafix Estudos Institucionais, instituto de pesquisa atuante no mercado das investigações corporativas

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