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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Psicologia Positiva nas Corporações

Psicopositiva Psicologia Positiva nas corporações Mais do que a promoção de um bom resultado, a aplicação da psicologia positiva nas empresas pode promover melhor resultado Por Lilian Graziano Dia desses diverti-me diante do breve e bem-humorado relato que um aluno de MBA fez acerca da empresa na qual trabalhava: “Professora, aquilo lá se cobrir vira circo e se cercar vira hospício!”. De fato, a piada não é nova, mas ouvi-la sair assim, tão espontaneamente da boca daquele aluno foi motivo de riso para a turma toda. No cotidiano acadêmico, exemplos como esse são frequentes e fazem mais por nossas aulas do que simplesmente acrescentarlhes humor: constituem-se em riquíssimos exemplos do que NÃO fazer em termos de gestão. Mal sabem as empresas o que esses frequentes desabafos em aula fazem pela imaculada imagem que seus milionários esforços de marketing procuram construir. Será que ser motivo de piada em cursos de pós-graduação traz algum prejuízo financeiro para as empresas? Certamente sim! Mas como reza a míope regra do mundo corporativo, “aquilo que não aparece no balanço, não existe”! Não importa que meu cliente (também ele um aluno de MBA) tenha escutado que os valores que minha marca prega são apenas “fachada” e que não se traduzem nas minhas práticas de gestão. E que ao lado desse cliente, o aluno mais talentoso da turma, que coincidentemente acabara de ser aprovado num processo seletivo da minha empresa, tenha decidido aceitar a vaga do meu concorrente, em cujo processo seletivo ele também fora aprovado, justamente por ser extremamente talentoso. Como saldo dessa “piadinha” (sempre acompanhada de um extenso relato sobre os bastidores da minha empresa), meu cliente deixou de acreditar na marca que gastei milhões para construir, passou a piada pra frente em sua festa de aniversário, deixando outros clientes meus bastante desconfiados em relação àquele novo produto que estou lançando (e cuja campanha publicitária custou-me o equivalente ao orçamento de alguns municípios brasileiros reunidos) e ainda por cima perdi a oportunidade de ter aquele profissional excepcionalmente talentoso trabalhando para mim. Profissional este que, diga-se de passagem, curiosamente não resolveu trabalhar o desapego meditando no alto de uma montanha no Nepal, mas sucumbiu à ambição mundana, preferindo exercer todo o seu talento trabalhando para meu principal concorrente. Mas, felizmente, nada disso tem importância! Aliás, nada disso sequer existe, uma vez que não aparece no balanço patrimonial da minha empresa! “Apuramos lucro no último período e ainda por cima aumentamos nossa participação no mercado, o que prova que esses ‘acadêmicos’ não entendem nada”. O BALANÇO SE TRATA DE UMA DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA EM RELAÇÃO ÀQUILO QUE SE PERDEU OU SE GANHOU, MAS NUNCA ACERCA DO QUE SE DEIXOU DE GANHAR O pensamento expresso acima, e que representa a mentalidade de boa parte dos empresários brasileiros, revela a imaturidade dessas empresas, cujo comportamento se assemelha ao do bebê que acredita termos desaparecido quando cobrimos nosso rosto para diverti-lo. Piaget descreveu essa fase do desenvolvimento humano (que vai dos 2 aos 7 anos de idade) como um período em que “a percepção imediata é encarada como verdade absoluta, sem que haja a percepção de outros pontos de vista. Também não há percepção em relação às diferenças entre mudanças reais e aparentes, de forma que nessa fase a criança responde com base na aparência, acreditando ser ela o real”. Sendo assim, reféns do que em Psicologia do desenvolvimento é chamado de período pré-operatório, as empresas preferem acreditar em seus balanços como a única medida confiável da realidade organizacional, esquecendo-se, por exemplo, que o balanço se trata de uma demonstração financeira em relação àquilo que se perdeu ou se ganhou, mas nunca acerca do que se deixou de ganhar. Como estaria aquela empresa caso tivesse um ambiente em que valores como colaboração, confiança e excelência fossem efetivamente praticados, gerando uma cultura capaz de atrair (e reter) os melhores talentos do mercado? E se nessa empresa as pessoas trabalhassem nas suas zonas de excelência, aplicando aquilo que de melhor têm a oferecer ao mundo, para o crescimento do negócio? São coisas desse tipo que a Psicologia Positiva tem a oferecer para o mundo organizacional. E no mês que vem, falaremos sobre que tipo de ações podem ser conduzidas para que as organizações possam, elas também, atingir o seu melhor. Lilian Graziano é psicóloga e doutora em Psicologia pela USP, com curso de extensão em Virtudes e Forças Pessoais pelo VIA Institute on Character, EUA. É professora universitária e diretora do Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento, onde oferece atendimento clínico, consultoria empresarial e cursos na área.

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