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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Bactérias ajudam ratos ansiosos

Bactérias ajudam ratos ansiosos Probióticos afetam comportamento e química do cérebro Por Nicola Jones A maioria das pessoas sabe que o estresse pode causar grandes problemas ao estômago. O que poucos sabem é que a relação acontece nos dois sentidos. Bactérias intestinais benéficas, os famosos Lactobacillus, foram destacadas no passado como alívio para sintomas de estresse e ansiedade, mas não estava claro se os efeitos colaterais poderiam ter impacto sobre cérebros de animais saudáveis. Agora, John Cryan, farmacologista da University College Cork, na Irlanda, e seus colegas, descobriram que esses probióticos têm impacto direto sobre os neurotransmissores de humor em ratos. Novas descobertas sustentam a ideia de que uma maneira de curar problemas da mente pode ser através do estômago. O grupo de Cyran alimentou 16 ratos saudáveis com uma cepa de Lactobacillus rhamnosus – uma espécie encontrada em alguns iogurtes. A dose que eles usaram foi aproximadamente a mesma que a quantidade de culturas probióticas anunciadas em um pote de iogurte Actimel. A equipe então analisou os ratos, junto com 20 camundongos alimentados com um caldo livre de bactérias. Em um labirinto, os ratos que receberam os probióticos aventuraram-se em espaços abertos mais de duas vezes a mais que os outros, sugerindo que eles eram menos ansiosos. E, quando forçados a nadar, os ratos alimentados com as bactérias foram ligeiramente mais propensos à luta – em vez de desistir – do que os irmãos alimentados pelo caldo. "Esses camundongos estavam mais relaxados", explica Cryan, acrescentando que os efeitos dos probióticos foram semelhantes aos observados em camundongos tratados por drogas antidepressivas. Cryan e seus colegas relataram seus resultados no Proceedings of the National Academy of Sciences. Confirmação química Camundongos tratados com probióticos também apresentaram diferenças na química do cérebro. Após o mergulho forçado, os ratos alimentados com as bactérias tinham cerca de metade do corticosterona, hormônio do estresse, no sangue em comparação com os outros ratos. A bactéria também pareceu causar redistribuição de receptores cerebrais para o neurotransmissor GABA (γ-aminobutírico) – os mesmos receptores afetados por medicamentos para antiansiedade, como Valium – em um padrão mais comum em animais não deprimidos. Quando os pesquisadores cortaram o nervo vago – que é importante no desencadeamento da coragem –, essas diferenças entre os ratos desapareceram. "Não é apenas um comportamento e não é apenas a química do cérebro; é o pacote completo", diz Cryan. “É muito convincente, hoje em dia a nossa microbiota implica em quase tudo” diz Brett Finlay, microbiologista da University of British Columbia em Vancouver, Canadá. Impulso mental Trabalhos anteriores mostraram que os probióticos podem melhorar o humor de pacientes com síndrome da fadiga crônica ou síndrome do intestino irritável. E, em um estudo publicado no início ano, um grupo de pesquisadores franceses mostrou que uma mistura de Lactobacillus helveticus e Bifidobacterium longum, administrada durante 30 dias, melhorara as notas de voluntários saudáveis em uma série de pesquisas destinadas a avaliar a saúde mental. Cryan costumava tomar iogurtes probióticos, até suspendê-los pela quantidade de açúcar que contêm. Ele conta que é difícil transferir os resultados dos camundongos para as pessoas, e ressalta que mais trabalhos precisam ser feitos para determinar os efeitos precisos de diferentes estirpes bacterianas. Mas acrescenta: "se eu fosse estressado, não me importaria de tomar essas bactérias em forma de comprimido". "Se você ainda tomará probióticos para depressão ou não, só o tempo dirá", prevê Finla.

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